Julgamento de Lula no TRF4
Brasil Cármen Lúcia: "Rever prisão em 2ª instância é apequenar STF"

Cármen Lúcia: "Rever prisão em 2ª instância é apequenar STF"

Ministra se referia a usar caso específico da condenação do ex-presidente Lula para analisar novamente entendimento da Corte

Cármen Lúcia: "Rever prisão em 2ª instância é apequenar STF"

Ministra não conversou com colegas sobre o tema

Ministra não conversou com colegas sobre o tema

Ueslei Marcelino/Reuters - 20.9.2017

A presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Cármen Lúcia, afirmou na noite de segunda-feira (29), em jantar promovido pelo site Poder360, que usar a situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para rever a decisão sobre o início da prisão dos condenados em segunda instância seria "apequenar muito o Supremo".

“Não sei por que um caso específico geraria uma pauta diferente. Seria apequenar muito o Supremo. Não conversei sobre isso com ninguém”, afirmou a presidente do STF, de acordo com o site.

Segundo Cármen Lúcia, o tema não foi conversado com outros ministros da Corte, e não há previsão para um novo julgamento sobre o assunto, após o Supremo ter decidido no ano passado pelo início da execução penal após condenação em segunda instância.

A presidente do Supremo reconheceu, no entanto, que algum colega do STF pode provocar discussão sobre o tema ao levá-lo à Presidência do STF, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo, que também participou do jantar.

O ex-presidente Lula foi condenado em segunda instância pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, na semana passada, pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, no caso do tríplex no Guarujá (SP).

Com a regra atual determinada pelo STF, o petista pode ser preso após o julgamento de recurso pelo TRF4. Além da real possibilidade de prisão, Lula também estaria impedido de concorrer à reeleição devido à Lei da Ficha Limpa.

Segundo Cármen Lúcia, é improvável que o STF reverta o entendimento atual de que condenados em segunda instância ficam automaticamente impedidos de concorrer a cargos públicos, independentemente de entrarem com recursos em tribunais superiores, acrescentou o Poder360.

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