Brasil Casa Civil afirma que argentinos entraram de forma irregular no país

Casa Civil afirma que argentinos entraram de forma irregular no país

Segundo nota, não houve solicitação de excepcionalidade anterior ao voo dos atletas que atuam no Reino Unido

  • Brasil | Do R7, em Brasília

Neymar, Messi e Tite conversam após suspensão da partida

Neymar, Messi e Tite conversam após suspensão da partida

Lucas Figueiredo/Divulgação/CBF - 5/9/2021

A Casa Civil da Presidência da República afirmou nesta segunda-feira (6) que a entrada no Brasil dos jogadores argentinos que atuam no Reino Unido foi irregular. Segundo nota divulgada pela pasta, não houve qualquer solicitação de excepcionalidade anterior ao voo dos atletas, o que impossibilitou qualquer tipo de atuação do ministério.

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A partida entre Brasil e Argentina neste domingo (5), em São Paulo, foi interrompida por agentes da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) porque os atletas Emiliano Martinez, Emiliano Buendía, Giovani Lo Celso e Cristian Romero passaram pelo Reino Unido, entraram no Brasil e não cumpriram a quarentena obrigatória de 14 dias.

"Após a entrada irregular dos jogadores argentinos no Brasil, coube à Anvisa cumprir a norma estabelecida na Portaria 655, decisão que foi chancelada pelo Ministério da Saúde, que notificou a Conmebol sobre a impossibilidade de atuação dos jogadores na partida", informou a Casa Civil. O texto diz também que não compete ao ministério autorizar a entrada em campo de jogadores que já estejam no país e que não tenham cumprido as regras sanitárias brasileiras.

A nota explica que é da competência institucional da pasta a coordenação da análise de pedidos de entrada excepcional no país de pessoas vindas do Reino Unido sem a devida quarentena prevista em portaria. O procedimento é feito junto à Anvisa e ao Ministério da Saúde.

A Casa Civil dá como exemplo a autorização excepcional de entrada no país concedida em maio e junho deste ano a jogadores brasileiros vindos do futebol inglês, na preparação para as eliminatórias da Copa do Mundo.

"Neste caso, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) enviou pedido de excepcionalidade antes da entrada dos jogadores no país e se comprometeu a isolá-los na concentração da seleção, a reportar qualquer sintoma de covid19 e a enviar todas as informações dos jogadores para controle do Ministério da Saúde", explicou o texto.

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