Brasil Casa Civil dá aval para filha de Braga Netto assumir cargo na ANS

Casa Civil dá aval para filha de Braga Netto assumir cargo na ANS

Se confirmada, Isabela Oassé de Moraes Ancora Braga Netto ocupará o cargo de Gustavo de Barros Macieira e receberá salário de R$ 13.074 por mês

Agência Estado
Casa Civil ainda não se manifestou sobre o assunto

Casa Civil ainda não se manifestou sobre o assunto

Foto: Marcello Casal Jr;/Agência Brasil - 2.4.2020

A Casa Civil, comandada pelo general Walter Braga Netto, deu autorização para a ANS (Agência Nacional de Saúde) contratar a filha do ministro, Isabela Oassé de Moraes Ancora Braga Netto, para uma vaga de gerente da agência com salário de R$ 13.074 por mês. Por ser de livre nomeação, o cargo não exige concurso público.

Com sede no Rio de Janeiro, a agência regula o mercado de planos de saúde. Se confirmada a nomeação, a filha de Braga Netto ocupará o cargo de Gustavo de Barros Macieira, servidor de carreira da agência e especialista em direito do Estado e da regulação pela FGV (Fundação Getulio Vargas), que ainda ocupa o posto.

A vaga disputada por Isabela é para comandar a Gerência de Análise Setorial e Contratualização com Prestadores. O posto trata da relação entre ANS, planos de saúde e prestadores de serviços, como hospitais. A filha do ministro é formada em comunicação social. O nome de Isabela foi analisado pela Casa Civil porque nomeações para cargos comissionados do alto escalão exigem aval da pasta.

O diretor Rodrigo Aguiar, responsável pela gerência, confirmou que o nome da filha do ministro recebeu o ok da Casa Civil e informou que ainda não sabe quando a contratação será feita porque a análise do seu currículo ainda não foi concluída pela ANS. "Trata-se de cargo de livre nomeação e exoneração, para o qual profissionais de variados perfis são considerados, visando o melhor atingimento dos fins da função", disse.

Questionado sobre quem indicou a filha do ministro para a vaga e se ela tem experiência na área, o diretor disse que não poderia comentar o assunto. Procuradas, a ANS e a Casa Civil não se manifestaram até a publicação deste texto.

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