Brasil CCJ da Câmara adia convocação de Onyx Lorenzoni para 18 de junho

CCJ da Câmara adia convocação de Onyx Lorenzoni para 18 de junho

Agenda divulgada pela Casa Civil para esta quarta informa que o ministro terá uma reunião com Bolsonaro no mesmo horário em que deveria ir à Câmara

Onyx Lorenzoni

Lorenzoni não corre risco de ser punido

Lorenzoni não corre risco de ser punido

Fátima Meira/ Futura Press/ Estadão Conteúdo - 04.06.2019

Sem uma votação formal, a CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) da Câmara adiou a convocação do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para a próxima terça-feira (18).

Ele deveria comparecer ao colegiado na tarde desta quarta-feira (12). A decisão foi tomada após o presidente da comissão, Felipe Francischini (PSL-PR), ter feito uma consulta ao plenário da CCJ sobre o adiamento. Dessa forma, o ministro não corre o risco de ser punido por crime de responsabilidade.

Lorenzoni tentava adiar esse evento desde a semana passada. Ele enviou um ofício a Francischini alegando que já tinha outro compromisso no mesmo horário. A agenda divulgada pela Casa Civil para esta quarta informa que o ministro terá uma reunião com o presidente Jair Bolsonaro no mesmo horário em que deveria ir à Câmara. Não há detalhes, porém, do assunto que será tratado.

Na terça-feira (11), Francischini tentou colocar o ofício enviado pelo ministro pedindo adiamento da audiência em votação, mas a oposição obstruiu a votação até que a sessão fosse encerrada.

Nesta quarta pela manhã, o deputado se reuniu com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e com Lorenzoni para tratar da questão e, então, apresentou à CCJ a consulta para que a audiência fosse realizada na próxima terça. A oposição reagiu e criticou a forma como a questão foi tratada.

"Não vou mais adiar a convocação, nem que o Trump (Donald Trump, presidente dos Estados Unidos) me peça", disse Francischini após anunciar a decisão. Ele disse também que esta é a primeira vez que o colegiado adia uma convocação.

O ministro foi convocado no fim de maio. O requerimento, apresentado pela oposição, teve como justificativa cobrar explicações sobre o decreto que trata de posse e porte de armas de fogo. Durante a discussão, o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) foi o único que tentou minimizar a ofensiva da oposição em relação ao ministro no colegiado.

Fogo amigo

O PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, tinha prometido oposição na sessão marcada para esta quarta, agora adiada. A ordem era para que os parlamentares da sigla fossem duros com o articulador político do governo. O PSL se queixa da forma como é tratado por Lorenzoni.