Brasil Ciro chama Lula de 'enganador profissional' e 'defunto eleitoral'

Ciro chama Lula de 'enganador profissional' e 'defunto eleitoral'

Ex-candidato à Presidência da República diz que ficou 'deprimido' ao assistir entrevista recente do petista na cadeia

Para Ciro, Lula deveria ter pedido asilo em embaixada

Para Ciro, Lula deveria ter pedido asilo em embaixada

Renato Cortez/Futura Press/Folhapress - 23.4.2019

O ex-candidato à Presidência da República em 2018 pelo PDT, Ciro Gomes, afirmou em entrevista ao jornalista Marcelo Tas, no programa Provocações (TV Cultura), que o o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é "um enganador profissional" e "defunto político".


Ciro disse que ficou "deprimido" ao assistir à entrevista de Lula na cadeia porque ele fala que os outros devem fazer autocrítica e não faz de si próprio.

"Eu fiquei deprimido. Porque eu leio diferente da maioria das pessoas. Eu conheço o Lula. O Lula é um encantador de serpentes, um enganador profissional. Não tem um companheiro que ele não tenha sido desleal ao longo da vida inteira."

O ex-governador do Ceará também se referiu aos petistas como "malucada", mas acrescentou que eles sabem que não há mais eleições em que Lula possa disputar, em referência à Lei da Ficha Limpa. "O Lula está inelegível até fazer 90 anos."

"No PT, como eles são inteligentes, não são burros, todo mundo sabe que o Lula, sob o ponto de vista eleitoral, é carta fora do baralho. Agora, como manejar esse defunto eleitoral é muito delicado para todos eles."

Para Ciro, se Lula realmente acreditasse ser um perseguido político, deveria ter pedido asilo em uma embaixada. Questionado onde, disse que a França tem uma tradição de asilo político, o que evitaria que o petista tivesse que recorrer a embaixadas de países como a Venezuela.

Ele também disparou contra o governo de Jair Bolsonaro, a quem se referiu como "um bando de idiotas", com exceção aos militares.

Apesar disso, falou estar desapontado com a falta de patriotismo da ala militar, na venda da Embraer para a Boeing. "São uns canalhas."