Comissão do Senado encerra sessão sem votação do relatório da reforma trabalhista

Conversas entre situação e oposição foram tratadas na manhã desta terça-feira

Comissão do Senado encerra sessão sem votação do relatório da reforma trabalhista

Jucá afirma que julgamento do TSE não poderia atrapalhar votação da reforma

Jucá afirma que julgamento do TSE não poderia atrapalhar votação da reforma

Barreto/26.04.2017/Agência Senado

O presidente da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado, Tasso Jereissati (PSDB-CE), encerrou a sessão desta terça-feira (30), sem a votação do relatório da reforma trabalhista, como estava previsto.

Para evitar novos conflitos na CAE e qualquer risco de derrota no colegiado, o governo articulou um acordo com a oposição que adia a apreciação do texto para o dia 6 — a data vai coincidir com a retomada do julgamento da chapa Dilma-Temer pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

As conversas entre situação e oposição foram tratadas na manhã desta terça-feira entre Tasso Jereissati e o senador Paulo Paim (PT-RS), que pedia para que o relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) fosse apresentado integralmente à CAE. Após uma confusão entre senadores na semana passada, o presidente da CAE do Senado deu o parecer como lido, embora a leitura não tenha ocorrido de fato.

Nesta terça, entretanto, Ferraço leu todo o texto, com o compromisso de que a oposição aceitará a votação na próxima semana. Ao fim da sessão de hoje, os parlamentares aprovaram de maneira simbólica a ata da reunião anterior, validando a tramitação até aqui.

O senador Romero Jucá (PMDB-RR) admitiu o acordo com a oposição, mas negou que o adiamento represente uma derrota do Poder Executivo.

— Pelo contrário, nós estamos avançando.

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Perguntado se o julgamento do TSE poderia atrapalhar a votação da próxima semana, Jucá negou.

— Qual é o problema? Tem algum senador votando no plenário do TSE? Não tem nada a ver. As reformas são do Congresso agora, não são do governo mais. Então, são para a sociedade. Nós vamos votar na próxima semana.

Ele disse que, no dia seguinte, 7, o texto será apreciado pela CAS (Comissão de Assuntos Sociais). Jucá afirmou acreditar que o Executivo tem apoio suficiente para aprovar a reforma na CAE. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ), por outro lado, considera que o apoio à reforma diminuiu com a crise que envolve o presidente Michel Temer.

De acordo com Lindbergh Farias, a oposição venceu hoje ao evitar que o governo dê sequência a uma "falsa agenda positiva" no Congresso, além de assegurar mais tempo para buscar apoio de congressistas indecisos.