Perseguição aos brasileiros

Brasil Congressistas pedem medidas após ataques a brasileiros em Angola

Congressistas pedem medidas após ataques a brasileiros em Angola

Parlamentares de diversos estados se manifestam de forma contrária às ameaças e violências sofridas por religiosos brasileiros e pedem justiça

  • Brasil | Do R7

Congressistas pedem Justiça após ataques xenófobos em Angola

Congressistas pedem Justiça após ataques xenófobos em Angola

Reprodução

Senadores e deputados de todo o país se manifestaram contra os ataques de ex-líderes religiosos a pastores brasileiros em Angola. Os ataques a templos e casas já duram pouco mais de 20 dias e especialistas acreditam que os episódios de violência podem abalar relações comerciais entre Brasil e Angola. 

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O senador Marcos Rogério (DEM), de Rondônia, afirmou que "assistir a perseguições em tempos atuais é algo preocupante". "A Igreja de cristo sempre foi perseguida, maltratada, ofendida mas nunca deixou de pregar o evangelho, mas ver perseguições nos tempos atuais é algo que nos preocupa", disse.

"A igreja universal em Angola sofre perseguições, violência, crime de intolerância e xenofobia, ver templos sendo invadidos e casas pastorais com buscas violentas e ilegais, conspiração e pastores sendo agredidos covardemente é algo inaceitável e requer uma resposta do governo de angola. Não se trata de algo tolerável."

O senador afirmou ainda que espera que o governo brasileiro e o parlamento do país acompanhem tudo até "o fim dessas ilegalidades" e cobrou ainda "respostas firme" contra os crimes. "Conheço o trabalho da Igreja Universal em mais de 120 países com evangelismo, trabalhos sociais e resgate de vida em uma ação que só beneficia as pessoas. Não podemos ficar calados." 

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O deputado Lucas Redecker (PSDB-RS) afirmou que os líderes religiosos brasileiros agredidos em Angola foram vítimas de xenofobia. "Não podemos admitir o que está acontecendo em Angola. [São] pessoas que saíram do brasil, pastores e foram lá pregar, deixaram sua família, seus amigos, seus laços todos aqui para pregar e melhorar a vida daquelas pessoas nos lugares mais carentes, que mais necessitam e agora sendo atacados e sofrendo xenofobia."

O deputado cobrou medidas protetivas do governo angolano e da polícia do país para proteger as vítimas. Redecker pediu ainda que o governo brasileiro se posicione "o mais rápido possível" para garantia de trabalho a brasileiros que, segundo ele, saíram do Brasil para exercer uma função social.

O deputado Geovani Cherini (PL-RS) se posicionou de forma contrária a qualquer forma de violência e pediu Justiça. "Assisti atentamente esta barbaridade que aconteceu em Angola e quero prestar a minha solidariedade aos pastores da Igreja Universal porque sou contra qualquer tipo de violência. Precisamos respeitar ainda mais aqueles que levam a oração, que levam o bem para os nossos semelhantes e irmãos de Angola." 

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"Como gaúcho e cidadão, fiquei muito triste em assistir aqueles vídeos, com ofensas a criaturas humanas e o desrespeito ao grande trabalho que os pastores realizam naquele país. Esperamos justiça em relação ao que fizeram lá", afirmou. 

O deputado Maurício Dziedricki (PTB-RS) manifestou solidariedade aos líderes religiosos vítimas de ameaças e violência. "Gravo esse vídeo para me solidarizar com toda a nossa nação cristã em angola, em especial pastores e missionários, homens e mulheres que estão sofrendo com violência, perseguição, críticas", disse.

Segundo o deputado, o cenário mais grave é a invasão dos templo, afastando os profissionais de seus objetivos no país: "construir uma nação cristã responsável, harmoniosa e solidária com o próximo."

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"Espero que o governo angolano possa tomar as medidas necessárias para rever essa situação que vem acontecendo e que esses homens e mulheres possam estar protegidos para exercer essa grande missão que a Igreja Universal lhes atribuiu: levar a palavra de deus ao próximo."

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