Conselho do MPF vai discutir prorrogação da Operação Lava Jato 

Conselho fará sessão extra e debaterá o tema. Procurador da República Deltan Dallagnol deixou comando da operação nesta terça-feira (1º)

O procurador-geral da República, Augusto Aras

O procurador-geral da República, Augusto Aras

Pedro França/Agência Senado - 25.09.2019

BRASÍLIA (Reuters) - O Conselho Superior do Ministério Público Federal discutirá a prorrogação da força-tarefa de procuradores da operação Lava Jato de Curitiba em uma sessão extraordinária, após o anúncio nesta terça-feira (1º) de que Deltan Dallagnol vai deixar a coordenação do grupo.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, tem até o dia 10 de setembro para decidir se prorroga a força-tarefa de Curitiba por mais um ano. O grupo foi criado em 2014 e levou adiante importantes investigações no país, mas recentemente tem sido alvo de críticas.

Ao final da reunião do conselho desta manhã, Aras disse que iria convocar uma sessão extra para discutir pautas pendentes e uma conselheira citou nominalmente a prorrogação da Lava Jato de Curitiba como uma das pendências. Não há data para que o encontro extraordinário ocorra.

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O procurador-geral pode decidir sozinho sobre a prorrogação da força-tarefa, mas uma eventual discussão no conselho do assunto indica ele que pode querer dividir a decisão com demais colegas.

Atualmente, a força-tarefa é composta por 14 procuradores em Curitiba que atuam com dedicação exclusiva e 45 servidores auxiliares. Se for autorizada a prorrogação, o grupo vai continuar trabalhando até setembro de 2021.

Procurador

Dallagnol, que tem sido criticado pela sua ação na força- tarefa e foi alvo de várias representações no Conselho Nacional do Ministério Público, será substituído por Alessandro José Fernandes de Oliveira, outro procurador do MPF no Paraná.

De acordo com o MPF, Oliveira, que no momento está cedido a Procuradoria Geral da República para atuar no grupo de trabalho da Lava Jato na PGR em Brasília, foi o procurador mais antigo a demonstrar interesse no posto e voltará a Curitiba para assumir a coordenação da força-tarefa da Lava Jato na capital paranaense.

Dallagnol assumirá o posto original de Oliveira, o 16º ofício do MPF no Paraná.