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Contra extradição de Pizzolato, políticos apelam a presidente da Itália

Senadores alegam que prisão para onde o ex-BB será destinado traz riscos para a integridade

Brasil|Da Ansa

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Extradição de Henrique Pizzolato está marcada para amanhã
Extradição de Henrique Pizzolato está marcada para amanhã

Os senadores italianos Cecilia Guerra e Luigi Manconi, que lideram a comissão que tenta evitar a extradição de Henrique Pizzolato. Eles teriam enviado uma carta ao presidente da Itália, Sergio Mattarella, pedindo a revogação da extradição do condenado no mensalão.

"Trata-se de uma batalha muito complexa e com um contraditório caminho judicial. Percurso que parece, infelizmente, a um passo de um dramático desfecho: está prevista para amanhã (7), a execução da medida de extradição para o Brasil. Isso enquanto aguarda-se uma decisão da Corte Europeia de Direitos Humanos", destacam os políticos em nota divulgada nesta terça-feira (6).


Ressaltando que tiveram encontros com o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil e com sua esposa, Andrea, ambos ressaltaram que acompanham o caso "há muitos meses" e voltaram a destacar que "no Brasil, e em particular no complexo carcerário onde ele será destinado, há riscos para a integridade física e psicológica".

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Defesa de Pizzolato recorre à Corte Europeia de Direitos Humanos

Na carta, Guerra e Manconi lembraram ao presidente que o tratado atualmente em vigor entre a Itália e o Brasil exclui a extradição no caso dos direitos fundamentais da pessoa estar em risco.


— É por estas razões que nós fizemos um apelo urgente ao presidente da República para que se possa revogar imediatamente a medida de extradição, permitindo um reexame tranquilo da disputa inteira.

Outra medida que tenta impedir a extradição foi a ação impetrada em caráter de urgência pelo advogado Alessandro Sivelli na Corte Europeia de Direitos Humanos. O defensor destaca que não foram apresentados dados sobre o local para onde Pizzolato irá quando tiver direito à progressão para o regime semiaberto e que seu cliente responde ainda a uma ação penal na Itália com audiência marcada para o dia 14 de dezembro.


PF já está em Roma para buscar Pizzolato

Segundo Sivelli, enviá-lo para o Brasil sem que ele possa se defender da acusação de falsidade ideológica é uma violação do amplo direito de defesa. Nessa acusação, Pizzolato terá que responder por ter entrado no país europeu com o passaporte de seu irmão, que havia morrido há 30 anos.

O ítalo-brasileiro foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva no julgamento do mensalão e fugiu para a Itália em 2013.

Desde o ano passado, o processo de extradição vem se arrastando e, no dia 22 de setembro, o Conselho de Estado derrubou uma liminar que o mantinha na Itália e autorizou a extradição do ex-diretor.

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