CPI da Covid

Brasil CPI: 'Acusações partem de pessoas desqualificadas', diz Roberto Dias

CPI: 'Acusações partem de pessoas desqualificadas', diz Roberto Dias

Diretor do Ministério da Saúde foi exonerado em junho após denúncia de que teria pedido propina em negociação por vacina

  • Brasil | Do R7

Roberto Dias tentou desqualificar delatores

Roberto Dias tentou desqualificar delatores

Marcos Oliveira/Agência Senado - 07.07.2021

O ex-diretor do departamento de logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias afirmou à CPI da Covid, nesta quarta-feira (7), que seus acusadores mentem e têm reputação questionável. 

"Estou sendo vítima de ataques contra minha honra e credibilidade por duas pessoas desqualificadas, sem que nada fosse provado", afirmou o ex-servidor, exonerado do cargo em junho depois da denúncia do polícial militar Luiz Paulo Dominguetti, reforçada na CPI na semana passada, de que ele teria pedido propina para autorizar a compra da vacina AstraZeneca pelo governo federal.

"Todas as falsas acusações se ligam ao deputado federal Luís Miranda [DEM-DF]", afirmou. "A primeira, por seu irmão, que o subsidiou equivocadamente com documentos, que provacaram uma grande confusão. A segunda, tão sem pé nem cabeça quanto a primeira, mostrou existir vínculo entre o senhor Cristiano (CEO da Davati no Brasil) e o deputado."

Ele lembrou que coube a Cristiano apresentar Dominguetti à repórter do jornal Folha de S.Paulo, que foi quem publicou pela primeira vez a denúncia do suposto pedido de propina de US$ 1 por dose.

"Estou há mais de dez dias sendo massacrado nos veículos de comunicação", disse o ex-servidor, que agradeceu a chance de poder falar.

Ele garantiu não ter solicitado propina na suposta negociação com a Davati por imunizantes da AstraZeneca. "Nunca pedi nenhum tipo de vantagem ao senhor Dominguetti, nem a ninguém."

Ele também disse ter sido injustamente acusado na CPI de ter pressionado o servidor Luís Ricardo Miranda, autor da denúncia de irregularidades na compra da Covaxin ao lado de seu irmão, o deputado federal Luís Miranda.

Segundo Roberto Dias, a mensagem que foi considerada uma pressão para apressar a compra da Covaxin era, na verdade, relacionada à chegada de um lote da AstraZeneca, que teria ocorrido no dia seguinte.

"Dominguetti mostrou nessa CPI ser um picareta", disse Roberto Dias, e falou que o deputado Luís Miranda tem um "currículo controverso" e de "domínio público".

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