CPI da Covid

Brasil CPI: consultor desmente fiscal sobre empresa fora do contrato

CPI: consultor desmente fiscal sobre empresa fora do contrato

Regina Célia afirmou na comissão, terça-feira (6), que Willian Santana aprovou pagamento a Madison Biotech, mas ele nega

  • Brasil | Do R7

Santana disse que fiscal liberou contrato

Santana disse que fiscal liberou contrato

Edilson Rodrigues/Agência Senado - 09.07.2021

O consultor do Ministério da Saúde Willian Amorim Santana negou na CPI da Covid, nesta sexta-feira (9), ter sido o responsável por permitir o pagamento das doses da vacina Covaxin a uma empresa que estava fora do contrato, a Madison Biotech, de Cingapura.

A declaração desmente o depoimento da fiscal do contrato, Regina Célia, prestado na terça-feira (6).

Questionado pelo senador Izalci Lucas (PSDB-DF) sobre quem deveria barrar ou autorizar o pagamento a uma empresa fora do contrato, o consultor do Ministério da Saúde tentou se esquivar dizendo que não sabia as atribuições da área fiscal, mas deixou claro que não caberia a ele, do departamento de importação, essa tarefa.

"Eu submeti essa informação ao fiscal do contrato e tive a anuência para prosseguir com a negociação", admitiu.

William Santana apresentou e-mails nos quais deixou claro, segundo o senador Humberto Costa (PT-PE), que a fiscal mandou dar andamento ao contrato, apesar da irregularidade sugerida pela empresa Precisa Medicamentos em seu terceiro invoice (documento que traz detalhes da negociação). 

"A fiscal Regina Célia tentou terceirizar uma função que era sua", disse o senador. William Santana preferiu ficar calado.

Falhas

Em seu depoimento, Willian Santana também apontou inúmeras falhas nas invoices (documento fiscal de importação) em relação ao contrato de aquisição das vacinas Covaxin. O depoente foi o responsável por avisar a Precisa Medicamentos - representante do laboratório Bharat Biotech - que as invoices estavam com irregularidades.

Willian Santana é subordinado a Luís Ricardo Miranda, que denunciou ter sofrido pressão "anormal" para liberar a compra da Covaxin.

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