CPI da Covid

Brasil CPI convoca líder do governo e marca retorno de Luís Miranda

CPI convoca líder do governo e marca retorno de Luís Miranda

Ricardo Barros teria sido citado pelo presidente Jair Bolsonaro como possível responsável por contrato com a vacina Covaxin

  • Brasil | Do R7

Ricardo Barros nega participação em suposto acordo

Ricardo Barros nega participação em suposto acordo

Gabriela Biló / Estadão Conteúdo 21-08-2020

A CPI da Covid convocou nesta quarta-feira (30) o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR).  Ele será ouvido na quinta-feira (8).

O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), também marcou para terça-feira (6) o retorno do deputado federal Luís Miranda (DEM-DF). "Ele tem dito coisas na imprensa que não falou para nós", justificou o senador. 

Outro item que entrou na pauta foi a reunião secreta com o ex-governador do Rio Wilson Witzel, marcada para sexta-feira (9).

Ricardo Barros teria sido citado pelo presidente Jair Bolsonaro na conversa em que Luís Miranda foi lhe contar dos problemas que poderiam ocorrer se o governo fechasse o contrato com a vacina indiana Covaxin.

As suspeitas de irregularidades no acordo foram reveladas por Luís Miranda (DEM-DF), irmão do servidor do Ministério da Saúde responsável pelos contratos de importação, Ricardo Miranda. 

O presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), também cobrou explicações, mas espera manifestações não do presidente, mas do líder na Câmara.

Aziz detalhou quais serão os próximos depoimentos da comissão.

Amanhã, quinta-feira (1º), será ouvido o representante da empresa Precisa, que intermediou o contrato entre governo federal e a Bharat Biontech para aquisição da Covaxin.

Na sexta-feira (2), a CPI ouvirá o representante da empresa Davati Medical Supply, que afirmou ao jornal Folha de S.Paulo, na terça-feira (29), ter sido avisado que o governo federal exigia propina para comprar vacinas.

Na terça-feira (6), volta a ser ouvido o deputado federal Luís Miranda. 

Na quarta-feira (7), presta depoimento o servidor exonerado pelo ministério da Saúde, Roberto Dias, que teria feito a proposta de propina a Davati Medical Supply, segundo matéria da Folha.

Na quinta-feira (8), será a vez de Ricardo Barros, líder do governo na Câmara.

E, por fim, na sexta-feira (9), deverá ser marcada a diligência com o ex-governador do Rio Wilson Witzel, que pediu em depoimento à CPI uma reunião secreta para detalhar informações que só passaria sem a presença das câmeras.

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