CPI da Covid

Brasil CPI da Covid marca depoimento de líder do governo, Ricardo Barros

CPI da Covid marca depoimento de líder do governo, Ricardo Barros

Deputado teve seu nome envolvido na suposta negociação para compra da vacina indiana Covaxin. Veja a agenda da comissão

  • Brasil | Renata Varandas, da Record TV, com R7

Ricardo Barros (foto) foi denunciado pelo seu colega de Câmara, deputado Luís Miranda

Ricardo Barros (foto) foi denunciado pelo seu colega de Câmara, deputado Luís Miranda

Alan Santos/PR - 07.04.2021

A CPI da Covid no Senado definiu a agenda de depoimentos dos próximos dias e incluiu no cronograma o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (Progressistas-PR). O deputado se irritou ao ter sua oitiva desmarcada nesta semana e chegou a recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) para ser ouvido, após denúncias de irregularidades em contrato de compra da vacina indiana Covaxin pelo Ministério da Saúde envolverem seu nome.

A oitiva do parlamentar está marcada para o dia 20 de julho. Antes, na semana que vem, estão  inicialmente agendados os depoimentos de Emanuellle Medrades, diretora técnica da Precisa Medicamentos; do reverendo Amilton Gomes de Paula, da ONG Senah (Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários); Cristiano Carvalho, representante oficial da empresa Davati Medical Supply no Brasil; e do Coronel Marcelo Blanco, que trabalhou no Ministério da Saúde.

Veja a agenda da CPI nos próximos dias

Dia 13 - Emanuellle Medrades
Dia 14 - Reverendo Amilton
Dia 15 - Cristiano Carvalho (Davati)
Dia 16 - Coronel Marcelo Blanco 
Dia 20 - Ricardo Barros 

O deputado Luís Miranda (DEM-DF) relatou à CPI da Covid que, ao denunciar possível corrupção na aquisição da Covaxin, ouviu do presidente Jair Bolsonaro como resposta que era "rolo de um deputado". Depois da insistência dos senadores em saber quem era o parlamentar, Luís Miranda revelou o nome de Barros. 

O líder do governo atual, que foi ministro da Saúde no governo Michel Temer, é autor de uma emenda parlamentar que facilitou a compra de imunizantes estrangeiros.

Barros nega as acusações e tem buscado, conforme relata sua defesa no mandado de segurança com pedido liminar ao STF, "desde a primeira acusação, demonstrar que está à disposição e, mais do que isso, que possui vontade de depor, prestar esclarecimentos".

"Fui convidado para ser ouvido no dia 8/07 e confirmei. Foi desmarcado sem justificativa. Recorri ao STF para garantir a minha fala. Vou reafirmar que nada tenho com a Covaxin e responder os questionamentos. A CPI não pode sequestrar a minha honra", postou Barros nas redes sociais.

Ontem (8), dia originalmente marcado para Barros ser ouvido, foi reservado para o depoimento da Francieli Fontana Fantinato, que pediu exoneração. Ela coordenava do PNI (Plano Nacional de Imunização).

Assim como ocorreu com Barros, os membros do colegiado podem alterar o cronograma das sessões.

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