CPI da Covid

Brasil CPI da Covid ouve deputado Ricardo Barros nesta quinta-feira 

CPI da Covid ouve deputado Ricardo Barros nesta quinta-feira 

Líder do governo na Câmara é apontado como o pivô do escândalo da vacina indiana Covaxin. Depoimento começa às 9h30

Ricardo Barros teve os sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático quebrados

Ricardo Barros teve os sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático quebrados

Jane de Araújo/Agência Senado

A CPI da Covid vai ouvir nesta quinta-feira (11), a partir das 9h20, o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), atual líder do governo na Câmara. Ex-ministro da Saúde no governo Michel Temer, o parlamentar é suspeito de ser o mentor por trás das supostas irregularidades na compra da vacina Covaxin.

Nesta quarta-feira (10), o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), transformou a convocação de Barros para comparecer à comissão em convite. A solicitação de mudança foi feita pelo próprio líder do governo.

O nome de Barros teria sido mencionado pelo presidente Jair Bolsonaro, segundo informou o deputado Luis Miranda (DEM-DF) em depoimento à CPI no final de junho. Aos senadores, Miranda disse que o presidente desconfiava da atuação do deputado em torno das pressões no Ministério da Saúde em favor da vacina da empresa indiana Bharat Biotech

Senadores também vão tentar esclarecer a relação de Barros com Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos, que teria intermediado a venda de vacinas da Covaxin para o Ministério da Saúde. Maximiano é sócio de outra empresa, a Global Gestão em Saúde, que intermediou contrato suspeito com o Ministério da Saúde, quando Barros chefiava a pasta. Barros foi ministro entre 2016 e 2018.

Oitiva adiada

Sugerida pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), a oitiva estava prevista para ocorrer antes do recesso parlamentar, mas foi adiada, o que levou Ricardo Barros a ingressar no Supremo Tribunal Federal (STF) com um pedido para determinar que a CPI tomasse seu depoimento ainda em julho. O ministro Ricardo Lewandowski indeferiu o pedido, mas garantiu ao deputado acesso aos documentos reunidos pela CPI que o envolvam.

Parte desses documentos foi obtida por meio da transferência dos sigilos telefônico, fiscal, bancário e telemático do deputado Ricardo Barros (PP-PR), aprovada pela CPI.

(Com informações da Agência Senado)

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