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Brasil CPI da Petrobras ouve sete funcionários da estatal nesta terça-feira

CPI da Petrobras ouve sete funcionários da estatal nesta terça-feira

Os servidores que participaram das obras de Abreu e Lima serão ouvidos como testemunhas

  • Brasil | Bruno Lima, do R7, em Brasília

Abenildo Alves de Oliveira: "Eu nunca presenciei nada que me levasse a achar algo estranho"

Abenildo Alves de Oliveira: "Eu nunca presenciei nada que me levasse a achar algo estranho"

Luis Macedo/08.06.2015/ Agência Câmara

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras na Câmara dos Deputados ouvirá nesta terça-feira (8) sete funcionários da estatal que participaram das obras das refinarias Abreu e Lima, em Pernambuco. Todos prestarão esclarecimentos na condição de testemunhas. 

O primeiro a ser ouvido foi Abenildo Alves de Oliveira, engenheiro mecânico da Petrobras desde 1987. Oliveira afirmou que ingressou no quadro de funcionários por meio de concurso público e já ocupou cargos na área de suprimento, projetos, construção e montagem, manutenção e automação industrial.

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O engenheiro negou conhecer o doleiro Alberto Youssef e disse ter participado de poucas reuniões com o ex-gerente de Engenharia da Petrobras, Pedro Barusco; com o ex-diretor de Serviços da estatal, Renato Duque; e com o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa. 

Oliveira afirmou que participou da comissão de licitação do contrato de construção de obras prediais de Refinaria Abreu e Lima, mas disse que nunca desconfiou de nenhuma fraude nas contratações. Ele também revelou que as empresas que participaram da disputa não tinham acesso prévio da estimativa de custos feito pela estatal. Essa estimativa era usada posteriormente para selecionar a empresa vencedora.  

— Eu nunca presenciei nada que me levasse a achar algo estranho. Naquela época, 2008, a gente não desconfiou de nada até o momento atual, do que está acontecendo.  

Além de Oliveira, também serão ouvidos os funcionários Eduardo Jorge Leal de Carvalho e Albuquerque, Flávio Fernando Casa Nova da Motta, Heleno Lira, Ivo Tasso Bahia Baer, Laerte Pires e o gerente-geral da Refinaria de Capuava, Gilberto Moura da Silva. 

Oliveira afirmou estar “triste” e “decepcionado” com as denúncias de corrupção que atingem a Petrobras e as obras de Abreu e Lima.

— Hoje a gente fica de fato triste, preocupado com a situação toda da obra. Eu sempre digo que aquilo ali era para ser a obra da minha vida e isso eu não posso falar porque a gente tem sido questionado. É algo que nos deixa em uma situação extremamente desconfortável. 

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