CPI da Covid

Brasil CPI ouve dono da Precisa nesta quinta sobre negociação da Covaxin

CPI ouve dono da Precisa nesta quinta sobre negociação da Covaxin

Depoimento de Francisco Maximiano está previsto após quatro adiamentos por motivos como viagem do empresário e quarentena

Mesa diretora da CPI da Covid

Mesa diretora da CPI da Covid

Jefferson Rudy/Agência Senado - 12.08.2021

A CPI da Covid ouvirá nesta quinta-feira (19) o sócio-proprietário da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano. A empresa representou no Brasil o laboratório indiano Bharat Biotech, fabricante da Covaxin - o contrato de R$ 1,6 bilhão com o Ministério da Saúde é alvo de investigação. 

A Covaxin foi a vacina mais cara negociada pelo governo brasileiro e entrou na mira da PF (Polícia Federal) e da CPI depois que o servidor Luis Ricardo Miranda, chefe da Divisão de Importação do Departamento de Logística do ministério, denunciou que estava sendo pressionado para liberar a importação. Ele é irmão do deputado Federal Luis Miranda (DEM-DF), e ambos disseram ter apontado irregularidades e pressões sofridas ao presidente Jair Bolsonaro. 

Depois que as suspeitas tornaram-se públicas, o contrato foi suspenso.

O requerimento para a oitiva é senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). O depoimento já foi adiado por quatro vezes. A primeira tentativa para ouvi-lo ocorreu em 23 de junho, mas os advogados avisaram na véspera que ele estava em quarentena, após retornar da Índia.

O compromisso foi remarcado para 1º de julho, mas foi adiado, uma vez que, no dia anterior, ele conseguira um habeas corpus no STF (Supremo Tribunal Federal) concedendo-lhe o direito de ficar em silêncio para não se incriminar. A decisão depois se tornou praxe entre os depoentes da CPI, sendo que parte deles usa efetivamente o direito de ficar em silêncio durante a sessão.

Maximiano seria ouvido também em 14 de julho, junto com a diretora-técnica da empresa, Emanuela Medrades, mas o comando da CPI decidiu que não seria possível ouvir os dois no mesmo dia.

Outro agendamento ocorreu para o dia 4 de agosto, logo na volta do recesso parlamentar, mas o empresário pediu a mudança de data porque novamente estava na Índia. Ele havia embarcado antes de ser notificado pela comissão, que optou por não tomar nenhuma medida. A direção da CPI chegou a avaliar o pedido de prisão de Maximiano, mas desistiu da ideia.

*Com a Agência Senado

Últimas