CPI da Covid

Brasil CPI ouve nesta quarta diretores da Precisa sobre compra da Covaxin

CPI ouve nesta quarta diretores da Precisa sobre compra da Covaxin

Francisco Maximiano e Emanuela Medrades estiveram na negociação com o governo que hoje é investigada pela PF

  • Brasil | Do R7

Medrades (foto) e Maximiano se contradizem sobre aspecto central da investigação

Medrades (foto) e Maximiano se contradizem sobre aspecto central da investigação

Leopoldo Silva/Agência Senado - 13.07.2021

A CPI da Covid ouvirá nesta quarta-feira (14) o presidente da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano, e a diretora técnica da empresa, Emanuela Medrades, sobre a compra pelo governo Bolsonaro da vacina indiana contra covid-19 Covaxin

A negociação em que os dois estão envolvidos é o foco da CPI, atualmente, e resultou em abertura de investigação pela Polícia Federal contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por suposta prevaricação. 

Também alvos da investigação da PF, Medrades e Maximiano terão o direito ao silêncio em resposta a perguntas dos senadores que os levem a se autoincriminar. O abuso do recurso, no entanto, poderá ser apontado de acordo com a avaliação da própria CPI. Portanto, não poderão se calar para todas as questões.

O caso da Covaxin surgiu depois de denúncia do deputado Luis Miranda e do servidor do Ministério da Saúde Ricardo Miranda, de corrupção na compra da vacina. Eles confirmaram as alegações à CPI e ainda disseram que avisaram Bolsonaro, pessoalmente, no dia 20 de março de indícios de irregularidades na primeira nota fiscal (invoice) do contrato.

A data do envio deste documento é hoje um aspecto central da investigação. Enquanto os irmãos afirmam ter recebido o documento com indícios de fraude no dia 18 de março, a Precisa alega que a nota fiscal só foi entregue no dia 22. Portanto, o assunto não poderia ter sido tema de conversa entre a dupla e o presidente Bolsonaro.

A versão atual da empresa, porém, foi contrariada pela própria Emanuela Medrades, durante audiência pública do Senado no dia 23 de março. Na ocasião, ela afirmou que na "quinta-feira passada" – o que equivalia a época também ao dia 18 –, a Precisa havia enviado a primeira nota fiscal ao Ministério da Saúde. 

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