CPI da Covid

Brasil CPI pede prisão do presidente da Precisa, que se retrata

CPI pede prisão do presidente da Precisa, que se retrata

Francisco Maximiano havia falado que era só fiador de imóvel do qual na verdade foi locatário. Ele admitiu o erro para evitar a prisão

  • Brasil | Do R7

Francisco Maximiano disse não ter relação com suposto "sócio oculto" que garantiu atuação da Precisa

Francisco Maximiano disse não ter relação com suposto "sócio oculto" que garantiu atuação da Precisa

Adriano Machado/Reuters -19.08.2021

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) voltou a pedir a prisão de um depoente da CPI da Covid durante a sessão desta quinta-feira (19), que ouviu o presidente da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano.

O conflito veio depois que Maximiano repetiu diversas vezes ser fiador de um apartamento para minimizar qualquer contato com Marcos Tolentino que, segundo as investigações da CPI, têm relação comercial com a Precisa Medicamentos. 

Os senadores apontaram ligação entre os dois através de imóvel alugado pelo diretor institucional da Precisa, Danilo Trento, e que tinha Maximiano como locatário. Neste imóvel, segundo um processo colhido pela CPI, Tolentino era uma das poucas pessoas com autorização para entrar.   

"É o fato de que o depoente, claramente, textualmente, mentiu. Ao ser questionado pelo Senador Tasso Jereissati no tocante às suas relações num contrato de locação de imóvel juntamente com o Sr. Danilo Trento, outra figura notória, ele disse que era apenas o fiador", disse o senador.

"Objetivamente estávamos falando de um contrato onde não existe a figura do fiador. Existe um seguro fiança, coincidentemente da mesma empresa, extremamente suspeita, do amigo próximo do depoente, do Deputado Federal Ricardo Barros, Marcos Tolentino e que causa espécie. Aqui a gente tem essa avaliação", completou.

Em resposta, Maximiano admitiu a contradição e disse que se apresentou como fiador do imóvel por engano. "Eu formalmente me retrato e peço desculpas por (...) Realmente consto como locatário no contrato deste imóvel. Não me recordava, pois não vivi lá nesse imóvel. Foi uma confusão. Minhas desculpas.", justificou. 

A ligação entre os dois é investigada porque os senadores suspeitam de que Tolentino seja um "sócio oculto" do FIB Bank. A versão foi apontado por reportagens da Folha de São Paulo e da Piauí, com base em documentos sigilos da CPI, mas Tolentino nega qualquer envolvimento.

A empresa, que não seria um banco apesar do nome, foi responsável por entregar ao Ministério da Saúde uma carta de fiança assegurando a capacidade financeira da Precisa Medicamentos, que intermediava a compra do imunizante indiano Covaxin.

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