CPI da Covid

Brasil CPI suspende sessão e vai ao STF após diretora da Precisa se calar

CPI suspende sessão e vai ao STF após diretora da Precisa se calar

Comissão manda ofício para que Supremo explique HC e que tipo de questão Emanuela Medrades pode deixar de responder

  • Brasil | Do R7

A diretora técnica da Precisa, Emanuela Medrades

A diretora técnica da Precisa, Emanuela Medrades

Pedro França/Agência Senado - 13.07.2021

Diante do silêncio da depoente Emanuela Medrades, diretora técnica da Precisa Medicamentos, o  presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), anunciou a suspensão da sessão desta terça-feira (13) até que o ministro Luiz Fux, do STF, esclareça até que ponto ela pode ficar calada e se ela está praticando crimes como o de falso testemunho ou desobediência.

A Precisa intermediou um contrato de R$ 1,6 bilhão do Ministério da Saúde para a compra da vacina Covaxin - o imunizante mais caro negociado pelo governo. Após a denúncia de possíveis irregularidades, o contrato foi suspenso.

A expectativa dos senadores era que Emanuela Medrades ajudasse a esclarecer o caso. No entanto, ela obteve um habeas corpus na segunda-feira (12) permitindo que fique em silêncio. Segundo a decisão, o benefício vale "exclusivamente" em relação a fatos que possam incriminá-la.

Já nesta terça, a diretora técnica se recusou a responder todas as perguntas que lhe foram endereçadas, como por exemplo o cargo que exercia na Precisa. Afirmou que permaneceria em silêncio, seguindo a orientação de seus advogados.

A postura provocou críticas dos senadores e reação de Omar Aziz, que decidiu enviar um ofício ao ministro Fux. Segundo Aziz, os senadores continuarão na sala, assim como a diretora da Precisa, esperando as explicações de Fux.

O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL) informou que não faria nenhuma pergunta que pudesse incriminá-la e defendeu que a questão relativa ao cargo ocupado não traria prejuízo à depoente e poderia ser respondida.

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) afirmou que a postura representa crime de desobediência. Fabiano Contarato (Rede-ES) disse que a medida rende lavração de termo circunstanciado, por ser de menor potencial ofensivo. No ofício ao STF, Aziz questiona o ministro sobre a prática dos crimes de falso testemunho e desobediência pela depoente.

Na semana passada, a CPI determinou a prisão do ex-diretor do Ministério da Saúde Roberto Dias por perjúrio.

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