CPI da Covid

Brasil CPI: 'Tem uma turma ali que está doida para prender', diz Mourão 

CPI: 'Tem uma turma ali que está doida para prender', diz Mourão 

Vice ironizou pedidos de prisão apresentados por membros da comissão que investiga ações do poder público na pandemia

  • Brasil | Do R7

Vice-presidente Hamilton Mourão durante entrevista no Palácio do Planalto

Vice-presidente Hamilton Mourão durante entrevista no Palácio do Planalto

Joédson Alves/EFE - 31.03.2021

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, ironizou nesta sexta-feira (2) os pedidos de prisão ocorridos na CPI da Covid no Senado. "Acho que tem uma turma ali que não prendeu ninguém e está doida para prender. Não funciona desse jeito", afirmou.

Nesta quinta-feira (1º), durante a sessão da comissão parlamentar de inquérito, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) pediu a prisão do depoente Luiz Paulo Dominguetti Pereira, que denunciou ter recebido proposta de propina do ex-diretor do Ministério da Saúde, Roberto Dias, em negociação por 400 milhões de doses vacinas da Astrazeneca/Oxford.

Alessandro, porém, também é policial civil e considerou que o empresário deu falso testemunho aos senadores, ao reproduzir áudio do deputado Luis Miranda (DEM-DF) sugerindo que o parlamentar também estaria envolvido em esquemas de corrupção na compra de vacinas. Na semana passada, Miranda e seu irmão denunciaram o líder do governo Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros (MDB-PE), e servidores do Ministério da Saúde por suposto superfaturamento no contrato da vacina Covaxin. Barros e o governo negam as acusações.

Antes do pedido de prisão do vendedor de vacinas, o ex-secretário Especial de Comunicação Social da Presidência da República, Fabio Wajngarten, também foi alvo da mesma estratégia na comissão. Na ocasião, em maio, o relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), se irritou com o depoente acusando-o de mentir no depoimento.

Em ambos os casos, o presidente do colegiado, senador Omar Aziz (PSD-AM) negou os pedidos. Cabe a ele determinar à Polícia Legislativa do Senado que prenda convocados e investigados durante os depoimentos.

Perguntado sobre as críticas do presidente Jair Bolsonaro à comissão e de membros do governo que questionam o trabalho dos senadores, Mourão preferiu não polemizar.

"Não é questão de dar em pizza. Uma comissão parlamentar de inquérito é primordialmente política, até porque a maioria dos senadores ali não são investigadores, não é gente que está acostumada a conduzir inquéritos. Acontece muita coisa política e, portanto, as decisões finais podem ser mais incisivas ou não. Tem que aguardar o final desse filme todo aí.

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