Brasil CPTM gastou R$ 2 bi na compra de 48 trens sem pesquisa de preço, diz jornal

CPTM gastou R$ 2 bi na compra de 48 trens sem pesquisa de preço, diz jornal

Sem cumprir a legislação, negociação foi feita durante o governo de José Serra 

CPTM gastou R$ 2 bi na compra de 48 trens sem pesquisa de preço, diz jornal

Compras foram realizadas em 2008 e 2009, durante governo do tucano José Serra

Compras foram realizadas em 2008 e 2009, durante governo do tucano José Serra

Evelson de Freitas/Estadão Conteúdo

A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) comprou, durante o governo José Serra (2007-2010), 48 trens no valor de R$ 2 bilhões sem cumprir as exigências legais. As informações são do jornal Folha de S.Paulo desta segunda-feira (17).

Exigida por lei, a pesquisa de preços permite que se chegue a uma referência de preço na hora da compra. São essas informações que o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo não encontrou.

À época em que foram comprados, o então governador tucano disse que tinha conseguido um dos melhores preços da história. As duas licitações foram vencidas pela espanhola CAF (Construciones y Auxiliar de Ferrocarriles).

O caso das duas compras, financiadas pelo Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento,  sem a pesquisa necessária, de 40 trens em 2008 e 8 em 2009 ainda não foram julgadas pelo tribunal. A CPTM diz que se baseou o valor em compras anteriores, argumento que não foi aceito pelo Tribunal de Contas.

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O nome de engenheiro Osvaldo Spuri, presidente da comissão de licitação nas duas compras e hoje secretário de Infraestrutura Urbana da prefeitura de São Paulo, é apontado pela Corregedoria Geral da Administração Paulista como suspeito de não realizar a pesquisa. Segundo o engenheiro, seria impossível calcular o preço exigido por lei. Ainda de acordo com Spuri, os valores foram baseadas em pesquisas feitas no ano de 1994. 

Segundo a reportagem, a CPTM diz que a compra de trens "possuem configurações particulares decorrentes das necessidades operacionais de cada adquirente" que refletem no preço final. Já os bancos que financiaram a compra não se posicionaram em relação a aprovação das licitações da CPTM a documentação necessária.

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