'Crise política não pode prevalecer união para salvar vidas', diz Maia

Presidente da Câmara afirma que a transparência prevaleceu na decisão do ministro Celso de Mello de divulgar trechos de reunião ministerial

Live JR

Maia elogiou ação dos Estados no combate à pandemia

Maia elogiou ação dos Estados no combate à pandemia

Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados - 23.4.2020

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta sexta-feira (22), durante a segunda edição da Live JR, que o foco atual do parlamento é impedir que mais vidas sejam perdidas em decorrência da pandemia do novo coronavírus.

“Estou muito focado no enfrentamento da pandemia. A gente tem que focar nisso. Não é possível que a crise política seja mais importante do que a união para salvar vidas”, afirmou Maia aos jornalistas Cristina Lemos, Eduardo Ribeiro e Celso Freitas.

Na avaliação de Maia, prefeitos e governadores “estão indo muito bem” no combate à pandemia. “A crise econômica está dada de qualquer jeito. Não tem saída. O vírus vai atingir a atividade econômica”, destacou ele, que comparou o isolamento e a letalidade da pandemia em São Paulo com países da Escandinávia.

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Questionado especificamente sobre o papel do governo federal para combater a crise, Maia analisou que o auxílio de R$ 600 já é uma realidade, mas vê que as micro e pequenas empresas ainda sofrem para obter crédito.

"A gente precisa dar condições para que empresas com problemas de liquidez. Só o governo pode fazer isso. [...] Se passar o tempo, uma empresa fecha e não consegue reabrir nunca mais", lamentou,

Reunião ministerial

Ao comentar sobre a decisão do ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), de divulgar trechos da reunião ministerial do dia 22 de abril, Maia avalia que a transparência prevaleceu. “A decisão de transparência, tão defendida no passado, foi dada”, avaliou o deputado, que disse ainda não ter acompanhado o vídeo.

Sobre as afirmações mais enfáticas de alguns membros da alta cúpula do governo, Maia disse que alguns ministros “não precisam de reuniões reservadas para serem agressivos e atacar as instituições”. “Isso acontece há algum tempo, principalmente com o ministro da Educação e o ministro da GSI, General Heleno”, pontou.

Para o presidente da Câmara, críticas são comuns para todos que são alvo de investigação e citou o exemplo da divulgação da conversa entre os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

"Ninguém olha o passado. Eu não vi ninguém do nosso campo, me colocando em oposição ao governo da ex-presidente Dilma, criticando a decisão do ex-juiz Sérgio Moro. Foi uma decisão muito polêmica", afirmou Maia, que classifica a revelação como "decisiva" para o impeachment.

As entrevistas da Live JR acontecem todas as segundas e quintas-feiras, sempre às 17h. O público poderá acompanhar ao vivo na Record News, pelo Portal R7 e pelas redes sociais do Grupo Record. Além disso, haverá exibição no Jornal da Record e no Fala Brasil.