Brasil Cunha diz que ajuste fiscal estará na pauta da Câmara na semana que vem

Cunha diz que ajuste fiscal estará na pauta da Câmara na semana que vem

Medida Provisória que trata do tema deve ficar pronta a partir de terça-feira

Eduardo Cunha, presidente da Câmara

Eduardo Cunha, presidente da Câmara

Dida Sampaio - 02/03/2015

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), disse neste sábado (2), em coletiva de imprensa na ExpoZebu 2015, que colocará na pauta da casa a votação do pacote de ajuste fiscal.

Segundo ele, a medida provisória que trata o tema saiu da Comissão Mista e o projeto de objeção constitucional deve ficar pronto a partir de terça-feira.

— Meu papel de presidente da Câmara não é julgar o pacote ou não. O papel do governo é ter a sua base e constituir sua maioria para poder votar matéria — ressaltou. 

O deputado ainda comentou, já em palestra para pecuaristas e fornecedores na sede da ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu), que pretende, até junho, terminar projeto de lei sobre o pacto federativo para dar início à tramitação na Casa e ser votado até o final do ano.

— Sobre esse tema, vamos discutir qual será o papel de cada um para não termos prejuízo.

Já sobre o projeto de lei sobre maioridade penal, Cunha fez alusão às eleições.

— Se os jovens foram os que definiram as eleições do ano passado, eles têm que ser responsabilizados por outros atos.

Cunha comentou ainda que parte das críticas do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) ao vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), é incorreta.

— Renan participou do processo de escolha de Temer como articulador político. Quando um presidente do Senado faz críticas desse tipo, ele precisa dizer sua motivação. 

Entretanto, Cunha minimizou que o PMDB tenha rachas internos.

— Como o próprio nome diz, em um partido é normal que se tenha divergências. Mas diferente do PT, que tem cerca de umas 15 correntes dentro do próprio partido, o PMDB não tem. Cada um tem o direito de ter uma opinião.

Sobre o pleito de impeachment de Dilma, defendido por alguns partidos da oposição, Cunha declarou que querer debater o tema é furtar debate correto do assunto.

— Impeachment é inconstitucional, mas se tem alguém insatisfeito, que espere a próxima eleição para resolver a situação.

Para ele, o que ocorre hoje é uma queda de popularidade da presidente frente ao não cumprimento de promessas de campanha. 

Ele ainda comentou que hoje o País vive uma crise de presidencialismo.

— Se vivêssemos no parlamentarismo, a solução para a insatisfação com a presidente seria outro. Mas o que a Dilma está vivendo é a mesma situação que Fernando Henrique Cardoso viveu em seu segundo mandato e ele sofreu muito.

Ele destacou a importância de as pessoas prestarem mais atenção em quem vão votar nas eleições, para depois não esperar quatro anos para resolver a insatisfação. 

Cunha ainda disse que, apesar de não ter certeza do que pode ser aprovado da Câmara sobre reforma política, tem a sensação de que o que pode ser aprovado de imediato é um modelo de voto distrital.

— Se não passar, dificilmente não passa outro modelo. Já o voto distrital misto é utopia. Mas o que vai acontecer é difícil.

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