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Brasil Delação de Antônio Palocci cita acordo entre Schahin e Vox Populi

Delação de Antônio Palocci cita acordo entre Schahin e Vox Populi

A relação entre os grupos teria ligação em supostas atividades ilícitas em esquemas de corrupção durante os governos Lula e Dilma

Delação Premiada Palocci

Palocci está preso na PF em Curitiba desde 2016

Palocci está preso na PF em Curitiba desde 2016

Paulo Lisboa/Brazil Photo Press/Folhapress - 26.9.2016

O Termo de Delação Premiada do ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci, revelado nesta segunda-feira (1º), cita um acordo entre o grupo Schahin e o Vox Populi. A relação seria parte de supostas atividades ilícitas em esquemas de corrupção dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, entre 2013 e 2015.

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Segundo o documento, que teve o sigilo quebrado pelo juiz Sérgio Moro, Palocci pode contribuir para as investigações desenvolvidas no âmbito da Operação Lava Jato. A investigação remete a cobrança de propinas relativas a navios-sondas construídos para a Sete Brasil e entregues à Petrobras.

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“O colaborador (Palocci) poderá esclarecer e expandir outros fatos criminosos decorrente da relação ilícita mantida entre a SCHAHIN e o PARTIDO DOS TRABALHADORES, contextualizando as ilicitudes que permeavam a relação da agremiação política com o Vox Populi”, diz o documento.

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Procurado, o Vox Populi ainda não respondeu aos questionamentos da reportagem do R7.

As empresas do Grupo Schahin tiveram a falência decretada em março deste ano pelo juiz da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, Marcelo Barbosa Sacramone, por não cumprir o plano de recuperação homologado em 2016. As dívidas somavam R$ 6,5 bilhões. A defesa informou ao R7 que por enquanto não vai se manifestar.

Ainda segundo o documento, Palocci teria participação em crimes de lavagem, cartel e contra a administração pública supostamente praticado pelo grupo Schahin em solicitação de vantagens indevidas.

Palocci está preso desde setembro de 2016 na Superintendência da Polícia Federal de Curitiba. O ex-ministro foi detido na 35ª fase da operação, após o delegado Filipe Hille Pace mapear as movimentações da "planilha Italiano" no dados do departamento de propina da Odebrecht.