Brasil Deputada vai depor sobre denúncias de Moro contra Bolsonaro

Deputada vai depor sobre denúncias de Moro contra Bolsonaro

Oitiva de Carla Zambelli foi marcada para 13 de maio. Em nota, afirmou que "prestará todas as informações necessárias" e que "não tem nada a esconder"

Agência Estado - Política
Zambelli propôs antecipar depoimento

Zambelli propôs antecipar depoimento

Wagner Pires/ Futura Press/ Estadão Conteúdo - 29.04.2020

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) irá depôr perante a PF (Polícia Federal) na próxima quarta-feira (13) no inquérito sobre as acusações do ex-ministro Sérgio Moro contra "interferências políticas" do presidente Jair Bolsonaro na corporação. O gabinete da parlamentar informou que ela foi notificada da oitiva na tarde desta quinta-feira (7).

Zambelli propôs antecipar o depoimento, mas a data foi mantida. Em nota, a deputada afirmou que "prestará todas as informações necessárias" e que "não tem nada a esconder".

"Está claro para todos que minha intenção sempre foi buscar a pacificação de qualquer conflito e que, em momento algum, tentei oferecer um cargo ao ex-ministro, até porque não tenho qualquer prerrogativa para fazê-lo", afirmou.

Carla Zambelli irá depôr acompanhada dos advogados Rodolfo Maderic e Huendel Rolim. A deputada foi listada para depôr após Moro revelar mensagens trocadas com a parlamentar que indicariam a pressão de Bolsonaro para a substituição de Maurício Valeixo pelo diretor da Abin, Alexandre Ramagem, do comando da Polícia Federal.

Veja a íntegra do depoimento de Sérgio Moro na Polícia Federal

Em uma das conversas entregues à PF, Zambelli pede que Moro aceite a mudança na direção-geral da PF solicitada por Bolsonaro e, em troca, ela se comprometeria "a ajudar" o ex-ministro com uma vaga no Supremo Tribunal Federal. "Vá em setembro para o STF. Eu me comprometo a ajudar. A fazer o JB (Jair Bolsonaro) prometer", escreveu a deputada.

Moro respondeu que não estava "à venda".

Alexandre Ramagem foi o nome indicado por Bolsonaro para o comando da PF. A nomeação, contudo, foi suspensa por liminar do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e anulada pelo Planalto. Em seu lugar, o governo escolheu Rolando Alexandre de Souza, braço direito de Ramagem na Abin.

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