Deputado da Rede apresenta pedido de impeachment de Bolsonaro

Em pedido encaminhado a Rodrigo Maia, Leandro Grass afirma que Bolsonaro já praticou "diversos crimes de responsabilidade”

Grass cita 5 crimes de responsabilidade de Bolsonaro

Grass cita 5 crimes de responsabilidade de Bolsonaro

Adriano Machado/Reuters

O deputado Leandro Grass (Rede-DF) protocolou nesta terça-feira (17) um pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Na denúncia encaminhada ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), Grass afirma que Bolsonaro praticou "diversos crimes de responsabilidade".

Bolsonaro "nunca escondeu seu desapreço pelo trabalho, pela ética e pela coisa pública. Destratou parlamentares, mulheres e jornalistas e foi alvo de denúncias sobre funcionários fantasmas", relata o deputado no pedido.

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A denúncia de Grass é embasada em cinco episódios nos quais o deputado avalia que o presidente cometeu crime de responsabilidade. São eles:

1 - O apoio às manifestações do dia 15 de março de 2020, por meio da divulgação de vídeos em redes sociais, bem como o pronunciamento oficial, realizado em 7.3.202, em escala para a viagem aos Estados Unidos;
2 - Declaração em 9.3.2020, de que as eleições gerais de 2018 foram fraudadas, cujas provas estariam em suas mãos e nunca foram apresentadas, nem no foro competente e nem para a imprensa;
3 - Declarações indecorosas direcionadas à jornalista Patrícia Campos Mello, feitas no dia 19.2.2020;
4 - Publicação de vídeo, em rede social, com conteúdo pornográfico, ocorrido no Carnaval do ano de 2019, e;
5 - Determinação expressa de comemoração do Golpe Militar de 1964, direcionada às Forças Armadas Brasileiras, em 25.3.2019.

"Desse conjunto de condutas revela-se extrema gravidade. Gravidade esta pelo reiterado desafio proposto pelo presidente aos demais poderes - Legislativo e Judiciário, pela convocação de manifestações contra tais poderes", afirma Grass.

Ele também cita a saída do presidente do isolamento para comparecer em "manifestação convocada para achacar os Poderes Constituídos" após ter entrado em contato com pessoas que testaram positivo para o coronavírus.