DF: Agnelo e ex-secretário teriam recebido R$ 420 mil em propina

Polícia Civil e Gaeco cumprem 13 mandados de busca e apreensão nesta quinta em operação que apura compra irregular de leitos hospitalares

Operação no DF investiga propina em compra de leitos

Operação no DF investiga propina em compra de leitos

Divulgação

A Polícia Civil do Distrito Federal e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, cumpriu 13 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (23) em operação que investiga pagamento de propina na compra de leitos hospitalares pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal, que custaram R$ 4.620.000. A ação conta com apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios) e da PCDF (Polícia Civil do Distrito Federal).

De acordo com as investigações, R$ 420 mil teriam sido pagos ao ex-governador Agnelo Queiroz (PT) e ao ex-secretário de Saúde do DF, Rafael Barbosa, em troca de favorecimento junto à administração pública. O valor seria 10% do contrato para a compra de leitos.

Os alvos das buscas são Daniel Veras, Fabrício Andrade Carone, Ronaldo Pena Costa Júnior, Luiz Carlos do Carmo, João Kennedy Braga, Rafael de Aguiar Barbosa, Agnelo Santos Queiroz Filho, Ibesp, Clube Coat Eventos LTDA. ME, Wilhas Gomes da Silva, Mara Lucia Montandon Borges, Adriana Aparecida Zanini e Adalgisa Medeiros Teodoro.

Outro lado

Em nota, a defesa de Adriana Aparecida Zanini afirmou que "repudia quaisquer acusações, insinuações ou ilações sobre seu suposto envolvimento com o Instituto Brasília para o Bem-Estar do Servidor Público (IBESP)". Veja íntegra da nota a seguir: 

"Adriana Aparecida Zanini nunca fez parte do quadro societário ou integrou a direção desta entidade, a qual até o dia de hoje desconhecia a existência.
Este e todos os demais esclarecimentos necessários serão prestados ao juízo competente, como, por exemplo, o fato de que os recursos encontrados em poder da nossa cliente, tem origem lícita, podendo ser rápida e facilmente comprovada.
Lamentamos que o Ministério Público não tenha se preocupado em checar devidamente as informações sobre a idoneidade de nossa cliente. Se o tivesse feito, jamais poderia sequer suspeitar de seu envolvimento com qualquer tipo de ilegalidade."