Dilma escolhe Luiz Edson Fachin para a vaga de Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal

Como é praxe, jurista passará por sabatina no Senado antes de ser oficializado

Dilma escolhe Luiz Edson Fachin para vaga de Barbosa no STF

Luiz Edson Fachin é professor da UFPR

Luiz Edson Fachin é professor da UFPR

Divulgação/Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Paraná

A presidente Dilma Rousseff deve indicar o jurista Luiz Edson Fachin, 56 anos, para ocupar a vaga deixada por Joaquim Barbosa no STF (Supremo Tribunal Federal). A indicação é vista como uma tentativa de o governo se reaproximar dos movimentos sociais.

O anúncio oficial ainda não foi feito, mas o nome de Fachin é dado como certo no Planalto. Antes de ser oficializado, ele terá de passar por sabatina no Senado, como é praxe. 

No momento, Fachin está no Paraná, onde construiu sua carreira.

Nascido em 8 de fevereiro de 1958 no Rio Grande do Sul, Fachin é professor da UFPR e sócio do escritório Fachin Advogados Associados.

Ele possui graduação em Direito pela UFPR (1980), mestrado e doutorado em Direito pela PUC-SP (1986 e 1991, respectivamente) e fez pós-Doutorado no Canadá. Foi pesquisador convidado do Instituto Max Planck, de Hamburgo (Alemanha) e professor Visitante do King´s College (Reino Unido).

A novela da escolha do 11.º integrante do Supremo durou quase nove meses, desde a saída de Joaquim Barbosa, que presidia a Casa.

— Foi o tempo de uma gestação — disse um auxiliar de Dilma.

Fachin sempre foi bem visto no Planalto, mas desagradava ao PMDB. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), apoiava a indicação de Marcus Vinícius Coêlho, presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). O senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que apoiava a indicação do jurista, conversou muito com Renan, nos últimos dias, sobre as "qualidades" de Fachin.

Crítica

O líder da minoria na Câmara dos Deputados, Bruno Araújo (PSDB-PE), criticou a indicação.

— Sei que já havia indícios de que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não aceitaria a indicação. Alguém cedeu algo a alguém, resta saber se a sua aprovação foi por mérito ou fruto de entendimento entre o Palácio e o Senado.

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