CPI da Covid

Brasil Diretora da Precisa diz que tentou baixar preço da vacina Covaxin

Diretora da Precisa diz que tentou baixar preço da vacina Covaxin

Emanuela Medrades disse que pediu ao laboratório indiano para reduzir de US$ 15 para menos de US$ 10 o valor de cada dose

  • Brasil | Do R7

Emanuela foi dois dias seguidos à CPI

Emanuela foi dois dias seguidos à CPI

Pedro França/Agência Senado - 13.07.2021

A diretora técnica da Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades, afirmou à CPI da Covid nesta quarta-feira (14) que ela e o governo federal tentaram "diversas vezes" reduzir o preço de US$ 15 das doses da vacina Covaxin, do laboratório Bharat Biotech.

"Eu tenho inclusive inúmeras evidências, por email, nas quais eu, Emanuela, estou pedindo e colocando o desejo de que aquela vacina custasse menos do que 10 dólares para o Brasil." 

Uma das críticas feita ao acordo do Ministério da Saúde pela Covaxin é a de que as doses da vacina indiana são as mais caras entre todos os imunizantes.

A diretora da Precisa contou que no início dos testes, a Bharat anunciou que a dose da vacina custaria menos que uma garrafa de água. "Esse custo foi pensado antes do fim dos testes e jamais foi ofertado a ninguém."

Emanuela reforçou que cobrou algumas vezes o laboratório para reduzir o valor, "porque estava muito além do que esperava ofertar ao governo brasileiro". 

"A primeira vez que fui ter oferta [da Bharat Biotech] para o Brasi foi no dia 9 de dezembro, e me passaram que seria o valor de 18 dólares. Eu então nego, continuamos a reunião e chegamos no valor de 15 dólares."

Fala de Emanuela em março contradiz a própria empresa sobre Covaxin

Segundo a diretora técnica, os US$ 15 de cada dose seriam pagos diretamente ao laboratório indiano. O quanto a Precisa receberia pela intermediação ela não pode dizer por haver uma "cláusula de confidencialidade" no acordo.

Emanuela contou que os primeiros contatos da Precisa Medicamentos com a Bharat Biotech ocorreram em julho de 2020.

A primeira conversa com o Ministério da Saúde ocorreu em 3 de novembro do ano passado e o contrato de aquisição foi firmado em 25 de fevereiro de 2021.

Ela disse ainda que a Precisa foi quem procurou o laboratório da Índia por ter uma longa relação com o país: os preservativos femininos que a empresa vendeu ao governo brasileiro também são de origem indiana.  

A CPI marcou  para esta quarta-feira também o depoimentos do dono da Precisa, Francisco Maximiano, sobre a tentativa de compra pelo governo Bolsonaro da vacina indiana.

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