Brasil Eduardo Bolsonaro nega ter ido a 'reunião secreta' nos EUA

Eduardo Bolsonaro nega ter ido a 'reunião secreta' nos EUA

Sites americanos noticiaram que deputado esteve presente em encontro em que teria sido articulada a invasão ao Capitólio

  • Brasil | Do R7

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) negou, em entrevista exclusiva à Record TV, ter participado, nos Estados Unidos, de uma reunião secreta no dia 5 de janeiro deste ano, em que supostamente teria sido articulada a invasão ao Capitólio, sede do Congresso americano, por apoiadores do ex-presidente Donald Trump. 

"Não sabia que era tão poderoso assim. A 'pseudonotícia' começa errada quando fala em reunião secreta. Tive uma reunião na Casa Branca com Ivanka Trump e depois com Jared Kushner, e ambas foram publicadas nas minhas redes sociais", afirmou o deputado. "E qual poder tenho eu para fazer qualquer um tipo de ação dessas? Isso é muito mais a guerra de narrativas que a gente vive diariamente."

Leia também: Eduardo Bolsonaro diz que vai votar pela libertação de deputado preso

O filho do presidente Jair Bolsonardo disse, ainda, que trata-se de "mais uma fake news que a esquerda tenta colocar no nosso colo, tentando prejudicar a nossa imagem". "De verdadeiro, isso daí não tem nada", finalizou.

A notícia envolvendo o filho do presidente Jair Bolsonaro foi publicada no último fim de semana por dois sites investigativos dos Estados Unidos. Segundo as reportagens, Eduardo teria sido o único estrangeiro a participar da reunião do chamado "conselho de guerra" de Trump na residência privada do então presidente, no Trump International Hotel.

Eduardo, que é presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, é citado nas reportagens como uma das pessoas que se encontraram com o empresário Michael J. Lindell, conselheiro de Trump e investigado por incentivar a invasão ao Capitólio. Na ocasião, o ato acabou com 90 pessoas presas, dezenas de feridos e cinco mortes.

O presidente Donald Trump foi acusado à época de ter incitado a invasão ao Capitólio, ter insistido em uma fraude eleitoral jamais comprovada e ter incentivado seus seguidores, em um comício perto da Casa Branca no dia 6 de janeiro, a "tomarem o poder". As acusações levaram à abertura de um processo de impeachment, do qual Trump foi absolvido em fevereiro, quando já não mais ocupava a presidência.

Últimas