Brasil Em 2013, 'homossexualidade' foi tema mais abordado por eleitor em contato com Senado

Em 2013, 'homossexualidade' foi tema mais abordado por eleitor em contato com Senado

Projeto que criminalizaria discriminação de gays representou 14% das 1,3 mi de mensagens

  • Brasil | Kamilla Dourado, do R7, em Brasília

Tema 'homossexualidade' respondeu por 14% das sugestões, mas proposta de criminalização da homofobia acabou descartada

Tema 'homossexualidade' respondeu por 14% das sugestões, mas proposta de criminalização da homofobia acabou descartada

Paulo Liebert/Estadão Conteúdo

O ano de 2013 foi agitado na CDH (Comissão de Direitos Humanos) da Câmara dos Deputados. A gestão do pastor Marco Feliciano (PSC-SP) acirrou os ânimos entre defensores da causa LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais) e religiosos. E o embate teve reflexos até no Senado, onde o projeto que criminaliza a homofobia está tramitando.

O tema "homossexualidade" foi responsável por 14% das manifestações dos eleitores, em 2013, por meio da ferramenta "Alô Senado".

As sugestões tinham como foco projetos que tramitam no Senado, devido ao Projeto de Lei da Câmara 122/2006, que punha a criminalização da homofobia. O ideia, porém, foi apensada ao projeto de reforma do Código Penal em dezembro, o que acabou anulando a proposta.

Segundo a Secretaria de Transparência do Senado, as mensagens que pedem a aprovação ou rejeição de projetos representam 61% do total de 1.363.507 manifestações que chegaram ao órgão no ano passado. Os temas "Trabalho e Emprego" e "Administração Pública" foram abordados, cada um, por 7% dos cidadãos que entraram em contato com o Congresso Nacional. Também se destacaram os temas Reforma Política, com 6%, e Saúde, com 5% do total de solicitações.

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Internet x telefone

A ferramenta "Alô Senado" recebe mensagens tanto por telefone como pela internet, além de cartas e formulários, entre outros. O canal via internet superou em quantidade os contatos por telefone em maio de 2012, mas, no acumulado do ano, o contato por telefone ainda ficou um ponto percentual à frente dos registros de internet — 51% contra 49%.

Em 2013, os acessos por telefone voltaram a subir, superando a internet. O "Alô Senado" fechou o ano com 42% dos acessos pela internet e 57% por telefone. As outras formas de contato disponíveis para o acesso ao "Alô Senado" (cartas, fax, vídeo, correio de voz) somaram apenas 1% das participações. Assessor da Secretaria de Transparência do Senado, Thiago Cortez diz que as participações pela internet aumentaram muito nos últimos anos.

— O ano passado foi atípico, porque o número do telefone voltou a ser mais divulgado, mas, em 2011, por exemplo, a participação pela internet ficou em 66%, enquanto o telefone registrou 33% dos acessos.

Dos usuários que procuram serviços prestados pelo "Alô Senado" via internet, a maioria tem entre 20 e 59 anos (84%), é do sexo masculino (64%) e possui o ensino superior (41%). São Paulo (29%), Minas Gerais (11%) e Rio de Janeiro (10%) são os Estados que tiveram a maior participação desses usuários.

Já entre aqueles que enviaram manifestações por telefone, predominaram eleitores na faixa dos 30 aos 59 anos (40%), do sexo masculino (55%), e com ensino fundamental e médio (44%). Os Estados com maior número dessas manifestações foram: São Paulo (11%), Minas Gerais (7%) e Rio de Janeiro (7%).

Redes Sociais

O "Alô Senado" também tem página no Facebook e conta no Twitter, mas as participações por esses canais ainda são tímidas. No ano passado, os perfil no Facebook teve um aumento de 3.540 curtidas na fanpage do "Alô Senado", totalizando quase 6 mil, e recebeu 975 mensagens inbox, de 549 cidadãos. Já o perfil do "Alô Senado" no Twitter (@alosenado) tem quase 4.000 seguidores.

Em 2013, o perfil dos cidadãos que acessaram o "Alô Senado" variou de acordo com a demanda do contato. Entre os usuários que procuram serviços prestados pelo Senado, a maioria tem entre 20 anos e 39 anos (42%), é do sexo masculino (64%) e possui o ensino superior (44%).

Mantendo o percentual de participação do ano de 2012, São Paulo (17%), Minas Gerais (10%) e Distrito Federal (9%) são os Estados que tiveram maior participação por meio das ferramentas de contato.

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