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Brasil Em artigo, Mourão critica estados e diz que é possível reverter 'desastre'

Em artigo, Mourão critica estados e diz que é possível reverter 'desastre'

Vice-presidente afirmou em artigo no jornal o "Estado de S. Paulo" que nenhum país causou 'tanto mal a si mesmo como o Brasil' na pandemia

  • Brasil | Do R7

O vice-presidente Hamilton Mourão

O vice-presidente Hamilton Mourão

Romério Cunha/VPR - 27.6.2019

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou em artigo publicado nesta quinta-feira (14) que vê o país a caminho do caos e que nenhum outro país do mundo "causou tanto mal a si mesmo como o Brasil". O texto foi publicado pelo jornal "O Estado de S. Paulo" e depois reproduzido no site do Palácio do Planalto.

Segundo o general da reserva, o "estrago institucional" pode ser resumido em quatro pontos. O primeiro seria a polarização da sociedade. O segundo, a atuação de representantes de outros entes federativos - estados e municípios - e poderes, muitas vezes na contramão da União. 

Mourão defende equilíbrio entre contenção da doença e economia

"O segundo ponto é a degradação do conhecimento político por quem deveria usá-lo de maneira responsável, governadores, magistrados e legisladores que esquecem que o Brasil não é uma confederação, mas uma federação, a forma de organização política criada pelos EUA em que o governo central não é um agente dos Estados que a constituem, é parte de um sistema federal que se estende por toda a União."

Mourão cita a imprensa e afirma que opiniões contrárias e favoráveis ao governo deveriam ter o mesmo espaço. E aponta ainda o prejuízo à imagem do Brasil no exterior "decorrente das manifestações de personalidades que, tendo exercido funções de relevância em administrações anteriores, por se sentirem desprestigiados ou simplesmente inconformados com o governo democraticamente eleito em outubro de 2018, usam seu prestígio para fazer apressadas ilações e apontar o País “como ameaça a si mesmo e aos demais na destruição da Amazônia e no agravamento do aquecimento global”.

O general termina o artigo afirmando que há tempo para "reverter o desastre". "Basta que se respeitem os limites e as responsabilidades das autoridades legalmente constituídas".

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