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Brasil Em live, Bolsonaro critica emenda de Omar Aziz e trabalhos da CPI

Em live, Bolsonaro critica emenda de Omar Aziz e trabalhos da CPI

Presidente reclamou do fato de o G-7 ter votado contra a convocação de Carlos Gabas. 'Isso é CPI? Isso é uma vergonha'

Bolsonaro falou sobre o voto impresso em sua live semanal: 'Não vou admitir um sistema fraudável'

Bolsonaro falou sobre o voto impresso em sua live semanal: 'Não vou admitir um sistema fraudável'

Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar os trabalhos da CPI da Covid em sua live semanal e mirou especialmente o presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM). Bolsonaro lembrou que ele foi o autor de uma emenda que autoriza a compra de vacinas contra covid sem licitação e sem o aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). "Ele também apresentou um projeto de lei que prevê três anos de cadeia para o médico que receitar algo fora da bula. Três anos de cadeia para sua avó que faz 'garrafada' e chazinho. Aziz só retirou o projeto depois que eu divulguei", afirmou.

Bolsonaro também repudiou o fato de o G-7 da CPI ter votado contra a convocação de Carlos Gabas, secretário executivo do Consórcio Nordeste, que teria gasto R$ 49 milhões na compra de respiradores nunca entregues. "Isso é CPI? Isso é uma vergonha."

Em relação ao depoimento do cabo da PM Luiz Paulo Dominguetti Pereira, realizado nesta quinta-feira (1º), o presidente ironizou. "A CPI de hoje foi bonito. O cabo se dirigiu ao senador e disse uma coisa meio esquisita. Que corrupção é essa? Não pagamos R$ 1 por nada, não recebemos uma 'bola'", afirmou. 

Voto impresso

O voto eletrônico auditável também foi um dos temas da live. Bolsonaro disse que três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tentam convencer lideranças de partidos a não aprovarem a mudança. "Eles vêm pedir para eu apresentar provas de que não é confiável. O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é quem deve provar que é confiável. Se o Congresso aprovar, vai ter voto impresso e ponto final."

O presidente disse que não terá problemas em "passar a faixa", desde que as eleições sejam "limpas". "O Lula está solto. Tiraram o ladrão da cadeia, o tornaram elegível para ser eleito na fraude. Não vou admitir um sistema fraudável", afirmou, acrescentando que existe o risco de haver uma "convulsão" no Brasil caso o voto impresso não seja implementado. 

Lockdown

Bolsonaro voltou a criticar o lockdown e a contagem de mortos por covid-19. Segundo ele, a CGU (Controladoria-Geral da União) está realizando estudos para consolidar as estatísticas de forma mais precisa. 'Há óbitos que só são consolidados três, quatro meses depois. Então muita suspeita entra na conta sem ser confirmada", disse. Ao comentar sobre a variante Delta, o presidente insinuou, mesmo sem evidências científicas, que nem todos os imunizantes são eficientes contra ela. "Vamos abrir o jogo. Tem uma vacina aí que não deu certo."

O "superpedido" de impeachment também foi mencionado pelo presidente, que criticou parlamentares que assinaram o documento. "Superimpeachment? Faltou trazerem as acusações. Genocida, não usa máscara, participa de motociata... São pessoas realmente que não têm o que fazer."

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