Brasil Em seu primeiro desafio no Congresso, Temer vai ao Senado pedir apoio para nova meta fiscal

Em seu primeiro desafio no Congresso, Temer vai ao Senado pedir apoio para nova meta fiscal

O PT promete constranger o presidente em exercício durante a visita

Em seu primeiro desafio no Congresso, Temer vai ao Senado pedir apoio para nova meta fiscal

TEMER, APP, REUTERS

TEMER, APP, REUTERS

16.05.2016/REUTERS/Ueslei Marcelino

O presidente em exercício Michel Temer fará nesta segunda-feira (23) visita ao Senado para pedir apoio à votação da nova meta fiscal — fixada com um rombo de R$ 170,5 bilhões. Será a primeira vez que Temer vai ao Congresso após a aprovação da abertura de processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Ainda não está definido exatamente como se dará a visita de Temer: se ele será recebido no plenário ou apenas no gabinete do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

O PT promete constranger o presidente em exercício durante a visita.

"Não reconhecemos a legitimidade do Temer. Para nós, ele chegou ao comando do País por meio de um golpe", disse o líder do PT no Senado, Paulo Rocha (PA).

— Por tudo isso, dependendo como for essa visita dele, não descartamos recebê-lo com vaia.

A ida de Temer ao Senado foi divulgada pelo ministro do Planejamento, o senador licenciado Romero Jucá (PMDB-RR) — que foi flagrado em uma conversa para tentar barrar a Lava Jato.

A expectativa é de que haja poucos senadores circulando pela Casa, portanto a visita de Temer será mais simbólica e terá como objetivo dar um recado: de que a aprovação da meta fiscal é urgente. "A preocupação primeira é essa", afirmou Ronaldo Caiado (GO), líder do DEM no Senado.

Agora na base governista, o DEM promete sair em defesa de Temer e ressalta a importância do gesto do peemedebista.

— É um gesto que cativa e estende a mão.

A senadora Vanessa Graziottin (PC do B-AM) rebateu a tese de que, ao se aproximar do Congresso, Temer é diferente de Dilma.

— Eles (aliados de Temer) têm razão em dizer que ele não é igual à Dilma. Ele é golpista e ela não. A máscara dele está caindo.

A senadora lembrou que Dilma também previu um déficit e veio ao Parlamento em fevereiro na abertura do ano legislativo, mas ainda assim o Congresso não aceitou a proposta do governo petista.

Vanessa chamou de "conversa fiada" o discurso de que Temer terá uma nova relação com os parlamentares. Ela não prevê nenhum ato em protesto contra a presença de Temer na Casa, mas sim um discurso enfático em plenário da ala pró-Dilma contra o governo em exercício.

— A posição será expressa no debate da matéria.