Brasil Estúdio News: Dinheiro em espécie ainda é a forma de pagamento mais usada no país

Estúdio News: Dinheiro em espécie ainda é a forma de pagamento mais usada no país

Bancarização teve aumento expressivo em 2021

Renato Meirelles e Willer Marcondes

Renato Meirelles e Willer Marcondes

Divulgação

Novas formas de transação e pagamento já fazem parte do dia a dia de boa parte dos brasileiros. A tendência apontada por especialistas é de que a moeda digital também faça parte da vida financeira, o que não acabará com o dinheiro em espécie e será uma adição às formas existentes.

“Mesmo com o aumento expressivo da bancarização, com a consolidação do Pix, o dinheiro vivo ainda é preferência das compras frequentes do consumidor brasileiro, em especial do consumidor de menor renda”, afirma Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva.

“Já existe uma tendência ao consumidor migrar para métodos de pagamentos digitais e se intensificou significativamente ao longo da pandemia. Porém, o brasileiro continua usando muito dinheiro, mas o que a gente viu foi surgir sim uma intensificação do comércio eletrônico, das compras com cartão, do uso do meio de pagamentos digitais e que curiosamente coincidiu muito aqui no Brasil com o lançamento do próprio Pix”, completa Willer Marcondes, sócio da PwC Brasil.

E, segundo os convidados do Estúdio News, um dos principais motivos de se preferir pagar com dinheiro é conseguir algum desconto efetivo, comum no varejo, além da sensação de que os bancos acabam cobrando taxas que muitas vezes parecem como indevidas na visão do consumidor.

As fintechs ganharam uma força gigantesca, bem como os pagamentos por meio eletrônico, e ainda o Pix, que talvez tenha sido a maior mudança ocorrida nesses últimos tempos.

“O Pix foi importante porque ele muda a estratégia de cash in, se essas pessoas recebiam em dinheiro não tinha muito cabimento elas irem no banco para fazer um depósito e depois usar os mesmos recursos de pagamento, na medida que as pessoas começaram a receber mais por Pix, é natural que elas também utilizem o meio digital para pagar as suas contas”, explica Meirelles.

Willer elogia a característica do brasileiro de ser aberto a esse tipo de inovação.

“Isso existe em vários outros países que começaram antes do Brasil, mas nenhum modelo foi tão bem-sucedido no primeiro ano como o modelo brasileiro, em números de usuários, em número de volume, foi o maior modelo de adoção no mundo em pagamentos instantâneos, isso mostra a inclinação do brasileiro para esse tipo de solução”.

E alerta para o aumento do risco de fraudes:

“A indústria de pagamentos precisa criar mecanismos que protejam os dados das pessoas, e o brasileiro precisa realmente também entender as vulnerabilidades, saber que algumas medidas são para sua própria proteção e que isso é necessário para que a gente garanta a estabilidade do sistema”.

E Renato complementa:

“As fintechs precisam avançar um pouco no quesito segurança, visão de segurança como um todo, mas é muito melhor do que era dois anos atrás no início da pandemia. As pessoas confiam muito mais do que no passado, esse é um movimento sem volta, o que não exclui uma série de medos associados ainda aos meios eletrônicos de pagamento e medos que as fintechs estão resolvendo de uma forma muito mais rápida e efetiva do que os bancos tradicionais”.

O Estúdio News vai ao ar aos sábados, às 22h15. A Record News é sintonizada pelos canais de TV fechada 55 Vivo TV, 78 Net, 32 Oi TV, 14 Claro, 19 Sky e 134 GVT, além do canal 42.1 em São Paulo e demais canais da TV aberta em todo o Brasil.

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