Brasil 'Eu errei, quem não erra?', diz Sérgio Reis ao Domingo Espetacular

'Eu errei, quem não erra?', diz Sérgio Reis ao Domingo Espetacular

Em entrevista exclusiva à Record TV, artista diz que vem sendo ameaçado por críticas ao STF e afirma que não teme prisão

Alvo de busca de apreensão pela Polícia Federal na última sexta-feira (20), o cantor Sérgio Reis afirmou que está disposto a se retratar após um áudio em que ameaça uma invasão ao STF (Supremo Tribunal Federal).

"Eu errei, cara. Quem não erra? Quem é que não erra? Quem não faz uma bobagem um dia, sabe", afirmou o artista com exclusividade ao Domingo Espetacular, da Record TV. A entrevista completa você acompanha neste domingo, a partir das 19h45 (de Brasília).

O áudio em questão traz a seguinte mensagem: "Se em 30 dias não tirarem aqueles caras nós vamos invadir, quebrar tudo e tirar os caras na marra. Pronto. É assim que vai ser. E a coisa tá séria”.

Reis conta ao repórter Roberto Cabrini que se arrepende da frase, que classifica como "infeliz" e que fez a declaração em tom de brincadeira. Ao ser questionado se tem algum arrependimento na vida, cita justamente a frase. "Não me arrependo de nada. Só esta frase infeliz, que eu brinquei com um amigo, que vazou. Mas não é a realidade. E se eu falei, foi brincando."

Reis em entrevista exclusiva ao Domingo Espetacular

Reis em entrevista exclusiva ao Domingo Espetacular

Reprodução/Record TV

Em um vídeo, Reis, ao lado de supostos caminhoneiros, reforça as ameaças:  "Vocês [senadores] têm 72 horas para aprovar o voto impresso e tirar todos os ministros do Supremo Tribunal Federal. Não é um pedido, é uma ordem. É assim que eu vou falar com o presidente do Senado. Isso é uma ordem."

O artista afirma que sabe que corre risco, mas não tem medo de uma eventual prisão. "Posso ser preso, mas o que eu posso fazer? Daí eu vou lá e me justifico. Falo o que que é e acabou."

A ação da PF que teve, além do cantor, o deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ) como alvo pretende "apurar o eventual cometimento do crime de incitar a população, através das redes sociais, a praticar atos violentos e ameaçadores contra a Democracia, o Estado de Direito e suas Instituições, bem como contra os membros dos Poderes".

Os mandados foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, a pedido da PGR (Procuradoria Geral da República).

Otoni de Paula disse, em transmissão ao vivo pelas redes sociais, que o Brasil está vivendo "um estado de exceção" e deixou claro em seu vídeo que não vai mudar sua postura, como crítico aos ministros do STF. "Eu não vou recuar um milímétro. Este deputado federal aqui, investido da autoridade parlamentar, nao vai recuar um milímetro. Se alguém acha que vou deixar de falar o que penso, não vou fazer isso", afirmou.

"Num estado de exceção você pode ser preso. O ministro Alexandre de Moraes tem tido um comportamento ditatorial. Hoje em dia ele tem sim a autoridade e a prerrogativa de prender todos aqueles que ele acha que ameaça (sic) a democracia brasileira", completou o parlamentar.

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