CPI da Covid

Brasil 'Eu não sou negacionista, defendo as vacinas', diz Osmar Terra

'Eu não sou negacionista, defendo as vacinas', diz Osmar Terra

Ex-ministro da Cidadania foi convocado por supostamente ser um dos conselheiros do presidente Jair Bolsonaro

  • Brasil | Do R7

Osmar Terra agradeceu convocação da CPI

Osmar Terra agradeceu convocação da CPI

Edilson Rodrigues/Agência Senado - 22.06.2021

O ex-ministro da Cidadania Osmar Terra afirmou nesta terça-feira (22) à CPI da Covid que não é negacionista e jamais foi contra as vacinas. 

Terra foi convocado pela comissão por supostamente ser um dos conselheiros do chamado gabinete paralelo do presidente Jair Bolsonaro.

Ele explicou logo em suas primeiras palavras que suas previsões otimistas, feitas no início da pandemia, de que a covid mataria menos de mil pessoas no Brasil e acabaria em junho de 2020 basearam-se na experiência que se tinha na época, da China. 

"Aqueles dados me permitiram ser otimista", justificou. Em sua visão, as novas cepas foram as responsáveis pelo prolongamento da doença no país e no restante do mundo. 

Osmar Terra lembrou que, apesar de o país asiático ter mais de um bilhão de habitantes, conta com apenas 4 mil mortos por covid.

"Eu defendo a vacina. Eu não sou negacionista, eu não condeno vacina, acho que temos que entender qual a melhor forma de salvar vidas."

Segundo ele, "se existisse vacina desde o início [da pandemia de covid], nem existiria essa comissão".

Terra afirmou em seu discurso inicial que é importante a sua convocação pela CPI para que os brasileiros tenham os dois lados da história. Segundo ele, a mídia mostra apenas um deles, o alarmista.

"A mídia ajudou a alimentar esse pânico em relação à doença", afirmou.

O hoje deputado federal pelo MDB do Rio Grande do Sul se solidarizou com as vítimas de covid-19 e cumprimentou os trabalhadores que não pararam em momento algum durante a pandemia.

Terra disse que nunca houve a proposta de se deixar a população se contaminar. "A imunidade de rebanho é uma consequência de pessoas contaminadas e dos vacinados, e isso leva ao final da doença."

"Se isolamento funcionasse, não morria ninguém em asilo", disse Terra. Segundo ele, grande parte das mortes por covid no mundo ocorreram nesses locais.

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