Julgamento do mensalão

Brasil Ex-deputado Romeu Queiroz ganha autorização da Justiça para trabalhar

Ex-deputado Romeu Queiroz ganha autorização da Justiça para trabalhar

Condenado pelo mensalão cumpre pena de seis anos e meio em regime semiaberto na Grande BH

  • Brasil | Márcia Costanti, do R7

Ex-deputado foi transferido para Minas em dezembro de 2013

Ex-deputado foi transferido para Minas em dezembro de 2013

Estadão Conteúdo

A Justiça mineira concedeu ao ex-deputado Romeu Queiroz o direito a trabalhar enquanto cumpre a pena de seis anos e meio em regime semiaberto na penitenciária José Maria Alkimin, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte. A decisão foi tomada ontem (14) pela Vara de Execuções criminais da cidade.

De acordo com a assessoria de imprensa do TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), o trabalho poderá ser exercido em qualquer empresa conveniada com o presídio de Ribeirão das Neves. Caso não haja vaga nestas empresas, o detento poderá solicitar à Justiça para que atue em outro local da iniciativa privada e o pedido será avaliado.

Queiroz foi condenado no julgamento do mensalão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O STF (Supremo Tribunal Federal) acolheu a acusação do Ministério Público de que o ex-deputado recebeu pelo menos R$ 102 mil como propina para apoiar o PT (Partido dos Trabalhadores) em projetos considerados importantes pelo Governo na Câmara. Além disso, ele foi condenado por realizar três operações de lavagem de dinheiro, com o intuito de ocultar a origem e destino do dinheiro.

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Depois de receber a sentença, Queiroz chegou a ficar detido no presídio da Papuda, em Brasília, mas foi transferido para Minas Gerais no dia 23 de dezembro. Pelo crime de corrupção passiva, ele cumpre pena de dois anos e seis meses de prisão, além de pagamento de 150 dias multa, cada um equivalente a dez salários mínimos. Já por lavagem de dinheiro, a punição foi de quatro anos de cadeia e pagamento de 180 dias multa.

O ex-deputado tem direito ao cumprimento em regime semiaberto já que as penas não ultrapassam oito anos.

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