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Brasil Fachin determina prisão de Joesley Batista e Ricardo Saud

Fachin determina prisão de Joesley Batista e Ricardo Saud

STF autorizou prisão temporária de dois delatores do grupo J&F

Fachin determina prisão de Joesley Batista e Ricardo Saud

Joesley Batista e Ricardo Saud tiveram pedido de prisão atendido por Edson Fachin

Joesley Batista e Ricardo Saud tiveram pedido de prisão atendido por Edson Fachin

Leonardo Benassatto/Reuters

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin decidiu atender ao pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e mandou prender temporariamente os executivos Joesley Batista e Ricardo Saud, do grupo J&F. As prisões podem acontecer neste domingo (10).

Já o terceiro pedido de prisão solicitado pela PGR, contra o ex-procurador Marcelo Miller, não foi acatado por Fachin. 

O ministro do STF determinou que Joesley e Saud cumpram inicialmente prisão temporária, com prazo de cinco dias, o que poderá posteriormente ser estendido por igual período, ou convertida em prisão preventiva, quando não há prazo para acabar.

Caberá à Polícia Federal cumprir as prisões determinadas por Fachin, que poderão ser efetuadas durante o domingo ou até mesmo nos próximos dias. Questionada na manhã do domingo se já havia sido notificada da decisão do ministro do STF, a assessoria de imprensa da PF informou que não vai tratar de eventuais medidas judiciais pendentes de cumprimento.

Na segunda-feira (4), Janot anunciou a revisão do acordo de delação premiada firmado com a PGR por Joesley, Saud e o advogado Francisco de Assis e Silva, também diretor da J&F.

O procedimento foi aberto após a divulgação do áudio de uma conversa entre Saud e Joesley, no qual eles abordam fatos que teriam omitido do acordo, o que viola as regras da colaboração premiada. Na gravação, os delatores citam Miller como um contato dentro da Procuradoria-Geral da República que facilitaria a delação.

No sábado (9), a defesa dos delatores havia pedido audiência com o ministro Fachin para prestar esclarecimentos antes de o magistrado decidir sobre o pedido de prisão. Os advogados informaram que os passaportes dos delatores estavam à disposição da Justiça e que eles poderiam prestar qualquer esclarecimento, num esforço da defesa para mostrar que os acusados não iriam fugir. O encontro com o ministro do STF acabou não acontecendo.

O advogado de Miller, André Perecmanis, que também pediu audiência com Fachin, afirmou que o pedido de prisão de seu cliente "causa muita espécie e indignação".

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