Operação Lava Jato

Brasil Fachin vota contra acesso às conversas hackeadas de Moro

Fachin vota contra acesso às conversas hackeadas de Moro

Ministro defendeu que caso seja analisado em julgamento do plenário do STF e não por meio de ações provisórias

  • Brasil | Do R7

Edson Fachin durante sessão plenária nesta terça-feira

Edson Fachin durante sessão plenária nesta terça-feira

Rosinei Coutinho/SCO/STF - 11.03.2020

O ministro Luiz Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), votou contra o acesso de réus, entre eles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, às conversas da Operação Spoofing, que mirou um grupo de hackers que invadiu celulares de autoridades, incluindo procuradores da força-tarefa da Lava Jato, o ex-ministro Sergio Moro e o presidente Jair Bolsonaro.

Em seu voto, Fachin cita que há diálogos de crianças envolvidas nas gravações e que devem ser preservados respeitando o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

Fachin defendeu que seja aguardada a decisão final do plenário e que a matéria seja pacificada e não tratada com ações provisórias.

A decisão de Fachin contraria o parecer dos ministros Ricardo Lewandowski, que é relator do caso na Segunda Turma da Corte, e Kassio Nunes Marques que votaram a favor do acesso às conversas.

Ainda faltam votar na sessão os ministros Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

Entenda o caso

A troca de mensagens citada na Operação Spoofing e que está sendo analisada pelo STF não foi submetida a uma perícia oficial e, com isso, a defesa de Lula não obteve autorização para anexar as provas em processos para pedir a nulidade de investigações, como queria a defesa.

Os diálogos revelam que Moro e os investigadores teriam combinado estratégias na condução de processos da Lava Jato, inclusive o caso do triplex no Guarujá (SP), em que Lula foi condenado.

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