Operação Lava Jato
Brasil Fila com 80 delatores da Odebrecht começa a andar na semana que vem

Fila com 80 delatores da Odebrecht começa a andar na semana que vem

Funcionários da empreiteira vão respeitar ordem virtual para depor até março de 2017

Fila com 80 delatores da Odebrecht começa a andar na semana que vem

Nome do ex-presidente Lula foi citado em conversas preliminares

Nome do ex-presidente Lula foi citado em conversas preliminares

Diego Herculano/Folhapress - 13.7.2016

Os depoimentos de executivos e funcionários da Odebrecht aos procuradores do MPF (Ministério Público Federal) deverão começar a partir da próxima segunda-feira (7) para ajudar a esclarecer os crimes investigados na Operação Lava Jato.

Cerca de 80 trabalhadores da empresa toparam fazer delação premiada com a PGR (Procuradoria-Geral da República) e os investigadores da força-tarefa de Curitiba. A previsão inicial é que os depoimentos se encerrem em março de 2017.

Nas conversas iniciais, políticos de vários partidos são citados. Constam nas delações, por exemplo, os nomes de Luiz Inácio Lula da Silva, de Dilma Rousseff, do presidente Michel Temer (PMDB), do ministro José Serra (Relações Exteriores), além de governadores e congressistas.

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Todas as conversas entre os delatores da Odebrecht e os investigadores serão gravadas em vídeo — um padrão das delações premiadas da Lava Jato — e o procedimento seguirá uma fila virtual — executivos com mais dados a apresentar serão chamados primeiro.

Antes de falar às autoridades, porém, os interessados na delação premiada precisam enviar uma proposta do que têm para falar aos investigadores via advogados de defesa.

Os procuradores avaliam o material e decidem se as informações são relevantes. Só a partir daí é que os candidatos a delatores são chamados para depor fisicamente. Cada nome aprovado pela força-tarefa se torna um anexo — como se fosse uma pasta nova com a delação.

Alguns delatores serão ouvidos apenas uma vez, enquanto outros poderão retornar ao MPF diversas vezes. O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, por exemplo, depôs mais de 200 vezes antes de ir para a prisão domiciliar. O doleiro Alberto Youssef foi ouvido 130 vezes.

Assista ao vídeo abaixo para saber mais sobre as delações premiadas: