Brasil Filho de Bolsonaro em embaixada dos EUA não é nepotismo, diz CGU

Filho de Bolsonaro em embaixada dos EUA não é nepotismo, diz CGU

Posicionamento do órgão surge após Bolsonaro manifestar interesse de indicar Eduardo Bolsonaro para o cargo de embaixador do Brasil nos EUA

Eduardo Bolsonaro

Eduardo disse que aceitaria convite do pai

Eduardo disse que aceitaria convite do pai

Marcelo Camargo/Agência Brasil 01.02.2019

A possível indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, para assumir o cargo de embaixador do Brasil em Washington (EUA) “não caracteriza nepotismo”, segundo avaliação da CGU (Controladoria-Geral da União).

Em nota, o órgão de controle interno do Governo Federal avalia que as legislações brasileiras indicam vedações de nepotismo para ocupação de cargos por familiares do presidente “apenas quando se tratam de cargos estritamente administrativos” e não de cargos políticos.

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“Apesar de a questão estar pendente de resolução em repercussão geral no STF, há várias decisões do próprio Supremo que excepcionam a vedação prevista na Súmula para cargos estritamente políticos”, afirma a CGU.

A indicação de Eduardo Bolsonaro para a embaixada do Brasil nos Estados Unidos foi cogitada pelo próprio presidente. O deputado, por sua vez, já disse que aceitará a indicação de seu pai.

"O meu filho fala inglês, fala espanhol, há muito tempo roda o mundo todo. E goza da amizade dos filhos do presidente Donald Trump", disse Bolsonaro ao indicar a intenção de fazer a nomeação no dia seguinte ao aniversário de 35 anos de Eduardo, idade mínima para um brasileiro assumir uma representação diplomática no exterior.