Brasil 'Fraude nas eleições está no TSE', acusa Jair Bolsonaro

'Fraude nas eleições está no TSE', acusa Jair Bolsonaro

Presidente reafirmou que não haverá eleições em 2022 com o sistema atual e insinuou que há movimentação para vitória do PT

  • Brasil | Do R7

Bolsonaro: "Não teremos eleições fraudadas em 2022"

Bolsonaro: "Não teremos eleições fraudadas em 2022"

Ricardo Moraes/Reuters - 28.10.2018

O presidente Jair Bolsonaro voltou a sinalizar, sem provas, a existência de fraude no processo eleitoral brasileiro. "A fraude está no TSE [Tribunal Superior Eleitoral]", afirmou em conversa com apoiadores nesta sexta-feira (9), na saída do Palácio da Alvorada.

De acordo com Bolsonaro, a fraude citada por ele aconteceu no pleito de 2014, quando a ex-presidente Dilma Rousseff foi reeleita. Agora, ele garantiu que "não teremos eleições fraudadas em 2022".  

"Não tenho medo de eleições. Entrego a faixa para quem ganhar no voto auditável e confiável. Da forma atual, corremos o risco de não termos eleições no ano que vem", disse Bolsonaro, sem mencionar uma alternativa ao processo sucessório.

Para Bolsonaro, as atuais pesquisas que mostram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com mais intenções de votos para 2020 também são fraudadas. "[Estão] botando o nove dedos lá em cima. Pra quê? Para ser confirmado, com o voto fraudado no TSE", reforçou ao citar nominalmente o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso. "É uma vergonha um cara desses estar lá", disse.

Cabe ressaltar que, desde a adoção da urna eletrônica em todo o território nacional, em 2000, Bolsonaro foi eleito quatro vezes deputado federal (2002, 2006, 2010 e 2014) e alcançou a presidência no segundo turno das eleições de 2018, com 55,2 milhões de votos. Ele já afirmou ter provas de que o pleito foi fraudado, mas nunca as apresentou.

"É o futuro de vocês que está em jogo. Se essa cambada voltar ao poder, vocês toda semana tinham dois ou três casos de corrupção. Comigo, um terceiro escalão teria negociado comprar vacina. Não foi gasto R$ 0,01", apontou.

CPI da Covid

Bolsonaro também aproveitou o encontro para criticar a CPI da Covid e reafirmou que o presidente do colegiado, senador Omar Aziz (PSD-AM), desviou recursos no Estado do Amazonas. "Como que um cara que desviou R$ 260 milhões da saúde está investigando a saúde?", questionou.

Ao comentar sobre o caso envolvendo a proposta de compra superfaturada das vacinas da Covaxin, o presidente disse que nada foi adquirido pelo governo. "Ninguém engravida por pensamento, quem quer que seja, a não ser Renan Calheiros, que tem um filho com a amante", alfinetou em referência ao relator da CPI.

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