Gilmar Mendes sugere que Rodrigo Janot procure um psiquiatra

Em entrevista, o ex-procurador-geral da República afirmou que foi armado para o plenário do STF para matar o ministro

Gilmar sobre Janot: redações ruins e pobreza no vocabulário

Gilmar sobre Janot: redações ruins e pobreza no vocabulário

Nelson Jr./SCO/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes se disse surpreso com a entrevista do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na qual ele afirma que pensou em matá-lo. “Por um bom tempo, uma parte do devido processo legal no país ficou refém de quem confessa ter impulsos homicidas, destacando que a eventual intenção suicida, no caso, buscava apenas o livramento da pena que adviria do gesto tresloucado”, afirmou Mendes em nota à imprensa. "Recomendo que procure ajuda psiquiátrica", finalizou.

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Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Janot afirmou que entrou no Supremo com um revólver para atirar no ministro. “Quando cheguei à antessala do plenário, para minha surpresa, ele já estava lá. Não pensei duas vezes. Tirei a minha pistola da cintura, engatilhei, mantive-a encostada à perna e fui para cima dele. Mas algo estranho aconteceu”, conta Janot.

“Quando procurei o gatilho, meu dedo indicador ficou paralisado. Eu sou destro. Mudei de mão. Tentei posicionar a pistola na mão esquerda, mas meu dedo paralisou de novo", detalhou Janot.

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Ao comentar a entrevista, Mendes ironizou a qualidade de Janot como procurador. “Sempre acreditei que, na relação profissional com tão notória figura, estava exposto, no máximo, a petições mal redigidas, em que a pobreza da língua concorria com a indigência da fundamentação técnica. Agora ele revela que eu corria também risco de morrer”, disse o ministro.