Globo usou paraísos fiscais para enganar a Receita, diz promotor

Empresas da família Marinho estiveram envolvidas em escândalos de corrupção para compra de direitos de transmissão da Copa do Mundo

Empresas em paraísos fiscais, manobras para enganar a Receita Federal: os donos da Globo usam de todos os artifícios para não pagar os impostos que poderiam ser convertidos em escolas e hospitais.

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Globo usou empresas de paraísos fiscais para adquirir direitos da Copa de 2002

Globo usou empresas de paraísos fiscais para adquirir direitos da Copa de 2002

EFE/dpa/MATTHIAS SCHRADER

Na Suíça, o promotor Thomar Hildbrand descobriu que a empresa que garantiu o monopólio da Globo nas transmissões da Copa do Mundo e pagou mais de 39 milhões de francos suíços em propinas (R$ 220 milhões) a João Havelange e Ricardo Teixeira, que comandaram o futebol brasileiro durante 30 anos. Teixeira foi banido do futebol pela própria Fifa em 2019, mas a Globo passou ilesa pelas autoridades brasileiras.

Mas, nos Estados Unidos, a investigação do Fifagate, que ainda está em andamento, o diretor Alejandro Burzado admitiu que a empresa na qual ele trabalhava, na Argentina, junto com a Globo e outras, pagaram propina a cartolas da América do Sul pelo monopólio da transmissão de torneios como a Copa América e a Libertadores.

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Ele também denunciou que a Globo participou de uma 'caixinha' equivalente a quase R$ 80 milhões pagos ao cartola argentino Julio Grondona pelos direitos de transmissão das Copas de 2026 e 2030.

Os pagamentos teriam sido feitos pela Globo Overseas, empresa ligada ao Grupo Globo baseada em Amsterdã, na Holanda. Outra forma de evitar o pagamento de impostos no Brasil.

A Globo Overseas está envolvida em outro caso escabroso: a emissora da família Marinho tentou enganar o fisco na compra dos direitos da Copa do Mundo de 2002, realizada na Coreia do Sul e no Japão. A Rede Globo jamais notificou a fiscalização da Receita Federal.

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