Coronavírus

Brasil Governo assina acordos com Pfizer e Johnson para 138 mi de doses

Governo assina acordos com Pfizer e Johnson para 138 mi de doses

Previsão é de que primeira carga do imunizante da Pfizer chegue entre abril e junho; composto da Johnson será enviado só em julho

  • Brasil | Hysa Conrado, do R7, com Reuters

Resumindo a Notícia

  • Brasil vai receber 138 milhões de doses de vacinas da Pfizer e da Johnson após acordo
  • Eficácia do imunizante da Pfizer é de 95%, enquanto a da vacina da Johnson é de 66%
  • Primeiras doses chegam entre abril e junho; serão 13,5 milhões de compostos da Pfizer
  • A vacina da Johson, ainda sem aprovação da Anvisa, só chegará a partir de julho de 2021
A vacina da Pfizer tem 95% de eficácia contra o coronavírus

A vacina da Pfizer tem 95% de eficácia contra o coronavírus

Luis Robayo/AFP

O Ministério da Saúde anunciou, nesta sexta-feira (19), que concluiu e assinou os contratos para a aquisição de 138 milhões de doses, 100 milhões da vacina da Pfizer, a primeira no país a receber o registro definitivo concedido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), e 38 milhões do imunizante da Johnson. Os valores do contratos não foram divulgados.

Em nota, a Pfizer informou que a previsão é de que as entregas aconteçam até o final do terceiro trimestre deste ano, portanto, até setembro. “Quero agradecer ao governo brasileiro por seu apoio e por confiar em nossa capacidade de desenvolver uma vacina”, disse Marta Díez, presidente da Pfizer Brasil, por meio do comunicado. 

O fornecimento da vacina desenvolvida pelo laboratório belga Janssen, braço farmacêutico da Johnson & Johnson, depende da liberação de uso emergencial concedida pela Anvisa. “O fornecimento da vacina ao Brasil está sujeito à autorização regulatória das autoridades de saúde, disponibilidade do produto e outras condições definidas no acordo”, informou a empresa por meio de nota.

A vacina da Pfizer, desenvolvida em parceria com a empresa de biotecnologia alemã BioNTech, é aplicada em duas doses, com intervalo de três semanas entre elas, com eficácia de 95%. A vacina foi a primeira aprovada para uso em países do Ocidente (Reino Unido), estando entre os imunizantes com a maior taxa de proteção contra a covid-19.

Já o imunizante da Johnson é administrado em apenas uma dose e tem 66% de eficácia. Sobre a solicitação para uso emergencial no Brasil, a empresa afirmou, por meio de nota, que "continuará fornecendo os dados necessários a outras autoridades regulatórias, incluindo a Anvisa, de acordo com os requisitos de cada país e organização". O uso emergencial da vacina já foi liberado nos Estados Unidos e a Comissão Europeia concedeu uma autorização condicional de comercialização na Europa.

Ritmo de entrega

Em nota, o Ministério da Saúde informou que os contratos com as farmacêuticas Pfizer e Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson "foram concluídos e assinados".

"Os acordos garantem mais 138 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 para a campanha nacional de vacinação, em andamento desde o dia 18 de janeiro", disse.

Segundo a pasta, a negociação com a Pfizer prevê 100 milhões de doses: 13,5 milhões entregues entre abril e junho e outros 86,5 milhões de julho a setembro.

O contrato com a Janssen, conforme o ministério, prevê 38 milhões de doses: 16,9 milhões estão previstas para serem entregues de julho a setembro e 21,1 milhões de outubro a dezembro.

"Cabe ressaltar que o cronograma de entrega das vacinas é enviado ao Ministério da Saúde pelos laboratórios e está sujeito a alterações, de acordo com a disponibilidade de doses e a real entrega dos quantitativos realizada pelos fornecedores", ressalvou a pasta.

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