Reforma da Previdência
Brasil Governo estima economia de R$ 1,2 trilhão com reforma da Previdência

Governo estima economia de R$ 1,2 trilhão com reforma da Previdência

Cálculos preveem economia de R$ 204,2 bilhões com restrição ao abono salarial e modificações no Benefício de Prestação Continuada em 20 anos

Reforma da Previdência

Paulo Guedes tem insistido em impacto fiscal positivo de pelo menos R$ 1 trilhão

Paulo Guedes tem insistido em impacto fiscal positivo de pelo menos R$ 1 trilhão

Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo

O Ministério da Economia previu nesta quinta-feira (25) uma economia de R$ 1,237 trilhão em dez anos com a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que altera as regras para aposentadorias, elevação de 15% sobre o patamar de R$ 1,072 trilhão divulgado na apresentação do texto, em fevereiro.

Nos dois casos, as cifras levam em conta apenas as mudanças para trabalhadores da iniciativa privada e para servidores públicos civis, sem considerar o projeto à parte que foi enviado ao Congresso para tratar da Previdência e da reestruturação de carreira dos militares.

Em coletiva de imprensa, o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, destacou que o governo vai defender a aprovação da PEC "na sua integralidade", após o presidente Jair Bolsonaro ter dito mais cedo nesta quinta-feira que a economia com reforma da Previdência tem de ser ao menos de 800 bilhões de reais em 10 anos.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem insistido na necessidade de um impacto fiscal positivo de pelo menos R$ 1 trilhão para que seja possível lançar um novo regime de capitalização para a Previdência.

No detalhamento do impacto fiscal das alterações, o Ministério da Economia projetou uma economia de R$ 169,4 bilhões com a restrição ao abono salarial e de R$ 34,8 bilhões com as modificações propostas para o BPC (Benefício de Prestação Continuada).

Juntas, as duas iniciativas passaram a somar R$ 204,2 bilhões em uma década, ante cálculo anterior de R$ 182,2 bilhões.