violência contra a mulher
Brasil Governo quer centros de violência contra mulher no interior do país

Governo quer centros de violência contra mulher no interior do país

Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos deve publicar decreto para levar centros de atendimento para pequenas cidades do Brasil

Governo quer centros de violência contra mulher no interior do país

Local oferece acolhimento unificado para mulheres vítimas de violência

Local oferece acolhimento unificado para mulheres vítimas de violência

Divulgação/MMFDH

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos deve anunciar um decreto nas próximas semanas para ampliar as redes de proteção para mulheres vítima de violência em todo o país. Uma das medidas que serão anunciadas é a criação de um plano para implantar a Casa da Mulher Brasileira em cidades do interior do país.

O local já funciona em sete cidades do país, a maioria capitais, e oferece atendimento humanizado e integrado para mulheres vítimas de violência que vão de apoio psicológico, social e jurídico.

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Estes centros de referência ganharam destaque por oferecer atendimento e acolhimento das mulheres vítimas de violência e seus filhos, principalmente porque concentra todos os serviços públicos fundamentais para dar o apoio para que possam sair do ciclo de violência.

"O projeto inicial é muito custoso, o que tornava inviável sua abrangência para todo país. Então, identificamos o problema e passamos a reformular o projeto para que ele alcance os municípios de médio e pequeno porte", afirmou Cristiane Britto, Secretária Nacional para Mulheres do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

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Segundo a pasta, cada um dos locais atuais custou cerca de R$ 13 milhões para ser implantados e outros R$ 9 milhões para serem mantidas em funcionamento. Com o decreto, serão criados quatro modelos, sendo que o mais barato poderá ser implantado com cerca de 15% do valor do projeto inicial, cerca de R$ 800 mil.

"Outro aperfeiçoamento que estamos fazendo para garantir agilidade na implementação das Casas está relacionado a instalação de casas por exemplos, por meio de locação e cessão de imóvel, que no programa original não era possível, pois o decreto não previa essa modalidade. ", afirmou Britto.

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Além disto, o Ministério pretende mobilizar também deputados e senadores para que possam destinar verbas parlamentares para a implantação de Casas da Mulher Brasileira nas regiões onde atuam.

O decreto que vai prever estas mudanças ainda está passando por análise Jurídica do Governo e deve ser anunciado nos próximos dias, mas a expectativa é de que as primeiras Casas da Mulher Brasileira devem ser entregues no próximo ano.

Trabalho em comunidades

Além do plano de interiorizar as casas de atendimento à mulher, a Secretaria Nacional para Mulheres também está ampliando ações de atendimento para mulheres de comunidades com alto risco de vulnerabilidade como comunidades quilombolas e ribeirinhas.

"O compromisso do governo é de chegar em todos os lugares e vamos viabilizar isto da melhor maneira possível", finalizou a secretária Cristiane Britto.