CPI da Covid

Brasil Internações triplicaram em janeiro, diz Campêlo sobre crise em Manaus

Internações triplicaram em janeiro, diz Campêlo sobre crise em Manaus

Ex-secretário de saúde do Amazonas disse que "em poucos dias" internações no estado passaram de 2.200 para 7.600

  • Brasil | Do R7, com Agência Estado

Ex-secretário de Saúde disse que aumento de internações foi "imponderável"

Ex-secretário de Saúde disse que aumento de internações foi "imponderável"

Marcos Oliveira/Agência Senado - 15.06.2021

Em depoimento à CPI da Covid o ex-secretário de saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo, afirmou que as internações por covid-19 triplicaram de forma "imponderável" entre a última semana de dezembro de 2020 e a primeira semana de janeiro de 2021, o que resultou no colapso hospitalar na região

"Nós tivemos, infelizmente, no final do ano, um aumento abrupto. Nós saímos de 2.200 internações em dezembro para 7.600 internações já em janero. Um aumento de mais de 300% em poucos dias", disse, ao ser questionado pelo senador Eduardo Girão (Podemos-CE) se o estado não deveria ter se preparado para a segunda onda da covid-19.

Ele também admitiu que crise no abastecimento de oxigênio no Estado durou até o final de janeiro deste ano, no entanto, o ex-secretário continuou a dizer que a intermitência do insumo na rede de saúde pública no Estado durou apenas dois dias (13/01 e 14/01). 

Campêlo voltou a declarar à comissão que é preciso diferenciar a crise de desabastecimento de oxigênio sofrida pelas unidades de saúde, e a que aconteceu no mercado local. "O nosso contrato com a White Martins é para fornecer na rede estadual. Então, era esse monitoramento", afirmou.

Com a defesa de que a crise só teria durado dois dias – afirmação que já tinha desagradado senadores como Eliane Gama (cidadania-MA) e Eduardo Braga (MDB-AM) – o vice presidente do colegiado, senador Randolfe Rodrigues, (Rede-AP), fez uma apresentação de vídeos durante o "ápice" da crise no Estado.

Após assistir as imagens, datadas do dia 13 de fevereiro, Campelo afirmou que à época o Ministério da Saúde já estava no Estado, e já atuava no transporte de oxigênio para conter os impactos da crise junto a empresa White Martins, apesar do quantitativo do insumo não ser o suficiente para conter a necessidade do Estado. "A demanda era muito maior do que a logística que foi implantada", declarou.

Sobre um dos vídeos exibidos pelo vice-presidente da CPI, Campêlo comentou que um dos hospitais que foi registrado o esforço para entrega de cilindros de oxigênio, o Hospital Getúlio Vargas, trata-se de um hospital federal, que tinha acordo com a White Martins.

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