Brasil Investigações com uso de banco de dados genéticos crescem 41%

Investigações com uso de banco de dados genéticos crescem 41%

Projeto do Ministério da Justiça auxilia em buscas por pessoas desaparecidas e investigações criminais no Brasil

Banco de dados ainda é insuficiente quando comparado com a taxa de desaparecidos no Brasil

Banco de dados ainda é insuficiente quando comparado com a taxa de desaparecidos no Brasil

Reprodução/ Twitter @pcmgoficial

Em 2021, as investigações auxiliadas com o uso de bancos de dados genéticos chegaram a 2.802, crescimento 41% desde dezembro de 2020. O dado vem de relatório integrado da RIBPG (Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos), projeto do Ministério da Justiça e Segurança Pública para auxiliar a encontrar pessoas desaparecidas e também em investigações criminais. 

Além disso, a Rede registrou neste período 3.666 coincidências confirmadas, sendo 2.845 entre vestígios e 821 entre o banco de dados e indivíduos cadastrados criminalmente. A taxa de coincidência para os casos criminais também cresceu em 20% desde dezembro de 2020.

Também cresceram em 20% o número de perfis genéticos cadastrados, chegando a 110.579. O ministério acredita que este movimento foi a causa do aumento geral, visto em coincidências encontradas e nas investigações. 

A base, porém, ainda é muito pequena, com cerca de 3 mil amostras, quando comparada com a o número de desaparecidos no Brasil por ano: 80 mil.

Perfis

O relatório apresenta, ainda, que atualmente há no BNPG uma maior proporção de perfis genéticos de condenados (75,46%), seguido de vestígios (16,42%), restos mortais não identificados (3,69%) e familiares de pessoas desaparecidas (2,79%).

A RIBPG é formada, atualmente, por 22 laboratórios de genética forense vinculados a unidades de perícia estaduais, distrital e federal. 

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